MT registra 6 mortes por meningite em 4 meses


Mato Grosso já contabiliza 64 casos de meningite e 6 mortes pela doença entre janeiro e maio de 2012. Foram registrados todos os tipos da doença, inclusive as 2 formas mais graves, que resultaram nas mortes. Conforme a Secretaria Estadual de Saúde (SES), 4 óbitos foram pelo tipo meningocócica e 2 pelo haemophilus, a forma bacteriana da doença. O caso mais recente é da menina Letícia Graziela de Oliveira, 4, moradora do bairro Vitória Régia, em Várzea Grande que morreu na noite de sábado (26) após ser transferida para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em Cáceres (225 Km a oeste de Cuiabá) porque os Prontos-Socorros de Cuiabá e Várzea Grande não dispunham de vagas.


Durante todo o ano de 2011 foram notificados 206 casos da doença no Estado e 31 mortes. Sendo 25 casos de meningite meningocócica e 36 da bacteriana. A Secretaria alerta a população mato-grossense para os cuidados a serem tomados com as meningites, principalmente no período das chuvas, onde costuma ocorrer aglomeração de várias pessoas num mesmo local. Esta época do ano é propícia para a disseminação das meningites meningocócicas e haemophilus, as formas mais graves da doença que nesse ano já somam 13 casos.


Embora as meningites se manifestem durante o ano inteiro, a gerente de Vigilância Epidemiológica da SES, Valéria Cristina da Silva lembra que as ocorrências aumentam em períodos de inverno e chuvoso, quando as pessoas costumam ficar em ambientes fechados que facilitam a transmissão da doença. “É importante manter o ambiente arejado sempre, com boa ventilação e entrada da luz solar. Nestas condições é mais difícil a transmissão da doença”, reforça.
A doença é uma infecção dos tecidos que envolvem o cérebro e a medula espinhal, também chamados de meninges. Existem vários tipos da doença, porém as que preocupam a saúde pública são as que provocam risco maior à saúde humana e podem levar à morte. São as meningites meningocócicas e haemophilus, que podem ser transmitidas em contato de pessoa a pessoa por meio de saliva, respiração, tosse, beijos e até pelo simples ato de falar.


As meningites virais podem ser causadas por diversos vírus, entre eles o do sarampo, da caxumba e até do herpes comum. Geralmente nas meningites virais a evolução é benigna, havendo melhora do quadro. As pessoas em contato íntimo com pacientes portadores da meningite viral não precisam fazer uso de antibióticos para a prevenção.
Sintomas - Principais sintomas das meningites, em crianças maiores de um ano e adultos, são: febre alta, vômitos em jato, dor de cabeça intensa, rigidez de nuca, prostração, convulsões e manifestações hemorrágicas subcutâneas (sangramento debaixo da pele). Esses sintomas devem ser observados todos, ou quase todos, ao mesmo tempo. Em crianças com menos de um ano devem ser observados febre alta, irritabilidade e choro intenso e o abaulamento da fontanela (“moleira” alta). 


A recomendação é que, sempre que sejam identificados esses sintomas, seja procurada uma unidade de saúde mais próxima da moradia do doente que o encaminhará para os hospitais de referência no tratamento da infecção.


Mas é bom lembrar que Cuiabá e Várzea Grande não estão preparadas para atender vítimas com a doença, uma vez que as UTIs dos Prontos-Socorros das duas cidades estão constantemente lotadas, fato constatado no último final de semana pelos familiares da pequena Letícia Graziela. No Pronto-Socorro de Várzea Grande só existem 10 UTIs para toda a população e outra UTI isolada, indicada para tratamento da pessoa com meningite. E, no sábado (26) já estava ocupada por um bebê de 2 meses também com suspeitas de meningite.


Para proteger as crianças, Valéria Cristina reforça que os pais devem atualizar as coberturas para as vacinas BCG, tríplice viral e tetravalente em crianças menores de 5 anos, uma vez que 90% dos casos de meningite haemophilus ocorrem na faixa etária de 3 meses a 4 anos.


Do: Gazeta Digital
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