Na reunião do PR, prefeito diz que futuro vice é “descartável”


Encontro_PR_28.5_601x480Convidado sabe-se lá, por quem, do PMDB ou do PR, o prefeito José Carlos da Silva (PP) foi a uma reunião denominada de interpartidária pelo presidente republicano Silvestre Campos na noite de 28 de maio no Plenário da Câmara de Vereadores e acabou caindo em armadilha. O prefeito não contava com a astúcia de alguns republicanos e teve que ouvir caladamente críticas feitas indiretamente.

Um dos primeiros a não querer criticar já criticando foi o ex-vereador e líder sindical Irineu Langer, membro do PR, que disse acreditar que ao menos a saúde em Nobres pudesse estar a contento. Mesmo sem querer criticar, Irineu disse que o sistema de saúde é 'envergonhante' e que as estradas rurais estão lamentáveis. Para Irineu, a discussão em torno do vice precisa ser levada mais a sério, evitando que companheiros sejam marginalizados, caso específico do atual vice-prefeito Ismael Baraviera.

Outro que usou a palavra e surpreendeu, nem tanto, pelo seu grau de intelectualidade, foi o contador Flávio Rondon, pré-candidato a vereador pelo PR (Partido Republicano), que disse ver em Nobres muitos nomes e pessoas com capacidade para dar a sua contribuição a qualquer governante. Entretanto, colocou que o atual governo trouxe muita gente de fora para a atual administração, desprestigiando as pessoas daqui.
Mas, a nota dissonante, bastante característica do estilo político do atual prefeito, foi a sua posição, de abrir o partido para qualquer negociação, dizendo que quando começou a se posicionar pela reeleição estava sozinho e "teve aquela situação da Secretaria de Educação", disse. 

Ou seja, que Ney Campos impôs a contratação da sua irmã para a pasta da Educação e alguns outros parentes do provável vice prefeito que já assumiram no atual governo ou prestam serviço ao governo.
José Carlos da Silva disse que conversou com os representantes do segmento evangélico e que naquela oportunidade a melhor opção seria Ney Campos e a tal situação da Secretaria de Educação.

Mas, questionado pelo ex-prefeito Flávio Dalmolin se o PP já teria fechado questão em torno de Ney Campos para vice, José Carlos da Silva disse que o seu partido está aberto a qualquer negociação, com qualquer partido para a composição de um vice. Isso equivale dizer que mesmo que Ney Campos, buscado lá longe, continue a fazer visitas políticas acompanhado do prefeito Zé Carlos, ele estaria "descartável".

Realmente, depois de ouvir críticas de alguns republicanos que disseram não ter dito o que queriam dizer, cair na "armadilha" era a última coisa a acontecer, e de fato aconteceu. Mesmo antes do embate político já tem gente "pulando".
Que o diga Ismael Baraviera, do PSB, descartado após o prefeito partir para a reeleição, já no sexto mês de administração, daí, a necessidade de demitir Neko, Evandro e demais secretários, inclusive o "descarte" do seu atual vice. Ele preferiu manter Cláudio Vitalino a ter que conviver com aqueles que o ajudaram em campanha.
Essa é mais uma daquelas citações sobre carroça passando e cachorro latindo, onde o vice futuro cai no presente, feito quem engorda cavalo para andar na garupa... mas, que garupa, se a vaga pode ser de outro, de quem quiser.

Do: Tribuna de Nobres
Share on Google Plus

Assuntos Relacionados

0 comentários :

Postar um comentário

Deixe seu Comentario