TRE JULGA PEDIDO DE CASSAÇÃO DO GOVERNADOR SILVAL.



 O Caso Empaer, que pode resultar na cassação do mandato e na inelegibilidade do governador Silval Barbosa (PMDB) e do vice Chico Daltro (PSD), será julgado na próxima terça (8). Se condenados, a Justiça poderá convocar nova eleição no Estado.
    O advogado Paulo Taques, que representa o empresário Mauro Mendes, autor da representação, está confiante de que a decisão judicial não será favorável a Silval. "Nesses 18 anos de advocacia eu nunca vi outro processo com provas tão robustas e fortes. A nossa expectativa é que o TRE acate as provas referendadas pelo MP, pois não há como negar que houve uso da máquina", avaliou.
    O parecer do Ministério Público é pela procedência dos pedidos de cassação e declaração de inelegibilidade de Silval e Daltro. "O abuso de poder político é evidente, razão pela qual é de rigor a procedência da presente demanda", diz trecho do parecer. A procuradora regional eleitoral substituta Ana Paula Fonseca de Góes Araújo, que assinou o parecer em 12 de abril, considerou "as explicações dadas por Enoque Alves e Sérgio Mazelo para tentar justificar a existência de memorando e suas respectivas assinaturas tão vagas, confusas e contraditórias que acabaram por reforçar justamente as imputações que pretendiam refutar", sustenta.
    O advogado de defesa de Silval, Francisco Faiad, por sua vez, garante estar tranquilo e cobra celeridade no julgamento. Segundo ele, será uma forma de acabar de vez com essa situação. “Tudo não passou de armação”, assevera Faiad. Ainda segundo ele, o posicionamento do Ministério Público não causa surpresa. "O MP há tempos deixou de ser fiscal para ser parte", reclama. Ele alega também que foram produzidas provas de forma irregular e que a inocência do peemedebista e do vice ficaram provadas nos autos.
   Caso
   Conforme relato das testemunhas, em 2010, o governador teria se utilizado da estrutura da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural, para realizar reuniões políticas em Cuiabá. O MP sustenta que Silval pagou diárias para a vinda de servidores do interior, tendo fornecido ainda veículo oficial para o transporte deles. Durante o encontro, pediu votos e prometeu reestruturar a Empaer.
   Na investigação foram ouvidas 19 testemunhas. As últimas foram o secretário de Segurança Pública, Diógenes Curado, e o comandante-geral da PM, Osmar Lino Farias. Eles foram convocados para explicar reuniões semelhantes à da Empaer que teriam sido feitas com servidores da secretaria de Fazenda e com policiais e agentes carcerários no Clube Monte Líbano. "A intenção foi mostrar como a prática de uso da máquina é costumeira", observou Paulo Taques.

Por: RDNEWS
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