Convencionais frustram manobra governista e PSDB opta pela vontade da maioria


PSDB_23.6__1_640x480Ao menos em Nobres, ainda não se tinha visto tanto interesse por uma sigla que hoje é considerada pequena e sobrevive da abnegação e do interesse de algumas poucas pessoas, empenhadas em manter viva a agremiação no município. O vereador Beto Valandro é o único nome no partido que detém mandato e atualmente preside a agremiação no município, sendo este o último dos três mandatos para o qual foi eleito para vereador. (Foto: Líderes tucanos, Roberto Rogério, Pedro Gallo e Beto Valandro que anunciou o resultado da votação).

PSDB_23.6_3_640x480Acreditando na possibilidade de se tornar vice na composição com o PSD, Beto viu os seus sonhos frustrados após a definição do PSD pela vice sair do PR, entretanto, Beto já havia se definido bem antes pelo apoio ao governo e a convenção municipal do PSDB, realizada dia 23 de junho, na sede da Câmara Municipal de Nobres, seria a prova de fogo e o teste para se conhecer a sua liderança dentro do partido. (Foto: Profª Marina Gimenez, convencional do PSDB, votando. Ela anunciou candidatura a vereadora, homologada na convenção).

As previsões mais otimistas foram frustradas quando se apurou os votos dos convencionais e quando se verificou maioria nas opções inseridas nas cédulas, sendo uma delas pelo sim ou não a favor de uma coligação, e a outra cédula, pró José Carlos ou pró Gilmarzinho. Ao final, verificou-se 19 votos favoráveis pela coligação com o PSD e 14 votos a favor da coligação com o PP, o partido da situação.
O próprio presidente municipal do PSDB anunciou o resultado e reconheceu que ali se estabeleceu um ato democrático e que estava sendo respeitada a vontade da maioria. O resultado frustrou aos governistas, presentes desde os primeiros momentos da coligação nas dependências do local do evento político partidário.
PSDB_23.6_2_640x480De fato, àquele encontro compareceram, o ex-prefeito Flávio Dalmolin, o ex-prefeito Devair Valim, o atual prefeito José Carlos da Silva, o virtual candidato pelo PSD, Gilmarzinho da Ecoplan, secretários municipais de governos, ex-secretários de gestões anteriores, numa demonstração de interesse pelo PSDB nunca vista antes. (Foto: Flávio, ao fundo, camisa preta, Devair (D), Gilmarzinho e Elcio - PR, DEM, PSD e PRP interessados no pleito interno dos tucanos).

Não se pode negar que não houve manobras externas pelos votos dos convencionais e até proposta de emprego por parte do governo, conforme informou um dos que foram abordados por este ou aquele governista. E nessa aposta feita, o governo sofre revés, ainda que se tente utilizar a máquina em favor de prováveis coligações, conforme ficou revelado informalmente por um abordado.
Mas o resumo da ópera aponta que o vereador Beto Valandro perde força e o governo se frustra na tentativa de conquistar aliados ao ver as pessoas se recusando a aceitar o convite para entrar na festa quando ela já está acabando. Infelizmente, após decorridos três anos e cinco meses de gestão e prestes a fechar o segundo semestre administrativo, é que se oferece cargos públicos, numa manobra bastante manjada e desproposital. É temerário o aceite e mais temerária ainda a decisão de se utilizar da máquina para cooptar aliados.
Ainda que a opção fosse por estar com o governo, o PSDB iria rachado para o lado da situação, mas todos sabem que o que mais interessa é a sigla e não as pessoas que estejam nela. E sob essa percepção, o vereador Beto Valandro se isola e vai ter que mexer sensata e decisivamente com as pedras no tabuleiro para evitar de fechar o seu ciclo de 12 anos de forma melancólica e atirado ao ostracismo.
Mas o pior ainda está por vir ante o desejo do vereador Beto Valandro, de criar um substituto na política, quando a sua opção era clara pelo lado governista.
Sobram frustrações de um lado e aumentam as perspectivas de outro para o duro embate nas urnas, mas com a confirmação clara de tudo o que já anunciávamos por aqui, de que uma coisa é ser levado e outra bem diferente é ter que se levar pelas articulações e pelas posturas políticas, estas que são contadas no começo, no meio e cobra-se até o fim. E ninguém chuta ninguém ou deixa companheiros pelo caminho sem que se tenham consequências políticas futuras. Mas as consequências estão no presente, quando é hora de se articular politicamente, com quem, de que forma se não houve compromisso com o povo e nem com o município?
Ao vereador Beto Valandro ainda sobra uma saída, a mais honrosa possível, se situar politicamente do lado em que sempre esteve e buscar mais um mandato para a construção de um caminho ao seu partido como forma de dar uma satisfação aos seus companheiros de verdade e a si, reconhecendo o mau passo dado. Ainda é tempo e ninguém se furtará em abrir as portas a um companheiro, apanhado em desafio desmedido.

Por: Benedito / Tribuna de Nobres
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