Assentados rurais da Forquilha assistem reunião Legislativa


Fazendinha_640x480A sessão legislativa da noite de 29 de junho foi concorrida, com a participação de produtores rurais das comunidades de Forquilha do Rio Manso (foto) e do entorno do Morro do "Vai-Quem-Quer", interessados em informações sobre a ponte no Cuiabazinho, principal acesso entre Nobres e Rosário Oeste em direção a Forquilha, e sobre um projeto de lei que pode virar lenda, o de nº 014/2012.

No que se refere à ponte sobre o rio Cuiabazinho, que já rodou uma vez e quebrou em outra por excesso de peso, o vereador Manoel Fermino Pinho (DEM) lembrou que o governo do Estado, através da Sinfra, agiliza processo burocrático para a construção de uma nova ponte, de madeira, com capacidade para 40 toneladas.
Segundo Fermino Pinho, ele teve que fazer uma verdadeira romaria em Cuiabá, atrás de deputados e do governador para conseguir a construção da ponte, que teve apoio dos deputados estaduais Dilmar Dal'Bosco, Airton Português e Zé Domingos, além do governador Silval Barbosa. A obra estaria em vias de lançamento e depende apenas da disponibilidade da Secretaria Estadual de Infraestrutura.

Projeto 014/2012
Bacalhau_2_614x480Nunca se viu tamanha confusão estabelecida por um único projeto de lei, o de nº 014/2012, a partir de uma ação desconexa da cúpula de governo. Em meio a essa confusão toda, uma voz ecoa em nome da coerência, a do vereador José (Bacalhau) Dias Filho (DEM), que falou de peito aberto durante a sessão ordinária da Câmara de Vereadores, realizada em 29 de junho de 2012, expondo razão e sensibilidade.
Bacalhau apontou que o governo não é chegado ao diálogo e costuma impor as suas propostas, induzindo os parlamentares ao erro. Mais que o governo, Bacalhau revelou que a iniciativa de votar o projeto de lei nº 014/2012 partiu do vereador Beto Valandro, imediatamente seguido pelos demais, a título de perdas de recursos ao turismo.
Os demais vereadores tiveram a sensibilidade de fazer uma "mea culpa" e assumir que votaram equivocada e erradamente no projeto. O vereador Adão (PSD) assumiu que errou, sem medo, e o vereador Bacalhau foi aparteado pelo colega Silvestre Campos (PR) que o parabenizou por não esconder que o Executivo não gosta de dialogar.
A visão externa dos fatos é a de que o vereador Bacalhau escapou de ser mais uma vítima do governo, que anda atrapalhado e indeciso. Ao receber um projeto de lei que tornaria o Morro do Vai-Quem-Quer de utilidade pública, sem se passar pelo governo, o vereador Bacalhau teve a seu favor um sexto sentido, não colocando a matéria na pauta e teria sido veementemente questionado por um certo secretário.
E eis que dias depois, aporta no Legislativo o tal projeto de lei 014/2012, sendo votado e aprovado no mesmo dia, a toque de caixa, apesar de todas as recomendações contrárias do vereador Bacalhau, por uma questão de percepção.
A matéria foi aprovada e encaminhada à sanção do prefeito, que mais tarde veta totalmente o projeto de lei 014/2012, tornando-se assim um prato cheio para a mídia local que veiculou informações sobre veto do prefeito em matéria de sua própria autoria. Essas informações, veiculadas na imprensa, acenderam uma luz amarela dentro do governo que mandou retirar o próprio veto, demonstrando com isso a balbúrdia que se instalou no âmbito do poder.
Ao retirar o veto, de ordem do prefeito municipal José Carlos da Silva, foi à vez de os vereadores se exporem publicamente por acompanhar as ordens emanadas do Executivo. O vereador Bacalhau foi sensato ao fazer ver que o Legislativo não pode mais continuar como mero cumpridor de ordens.
O presidente da Casa Legislativa, vereador Manoel Fermino Pinho (DEM), parece tendente a acatar a opinião dos seus colegas e evitar mais desgastes em momento crucial a todos os vereadores, e na operação "salve-se quem puder", antes eles que nós (vereadores), é a dedução dos fatos.
Que não se enganem os moradores das propriedades rurais no entorno do Morro Vai-Quem-Quer, porque a questão ainda não está resolvida e a tal visita a eles não passará de interesse político. Podemos dizer que o líder rural Canei sabe disso e não se deixará iludir por falsas promessas.
O governo municipal de Nobres precisa aprender a reconhecer seus erros a partir de um crime ambiental cometido ali e agora quer dividir responsabilidades e omitir a realidade através desse joguinho de 'ping-pong', com papéis perambulando lá e cá, colocando o Legislativo em saia-justa.
De sorte que Bacalhau já se apercebeu da manobra.

Por: Benedito / Tribuna de Nobres
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