Jornalista e editor chefe do Jornal Tribuna de Nobres expõe sua opinião no Portal Nobres

Ganhar com os amigos e governar com os desconhecidos, essa parece ser a definição do estilo político adotado em Nobres de um tempo a este, quando vemos que o melhor produto a ser oferecido aos aborígenes é mesmo os "importados", além dos espelhos e quinquilharias trazidas do reino de Portugal, em tamanha desvalorização aos natos. Para ganhar e atingir as cumeadas do poder, os aborígenes foram úteis, já para o projeto de "travessia", de um mandato a outro, só serve aquele que vem de longe.

Os que ajudaram na construção da vitória do atual prefeito, passado o estágio político probatório, hoje, são citados como cães que ladram enquanto a carroça passa, segundo um discurso pronunciado em praça pública, dia 1º de Maio deste ano. Talvez, por equívoco na retórica dos enunciados, o termo correto não fosse carroça, mas uma caravana de próceres, uma gente de grosso calibre em gestão pública, capaz de levar o governo até o mais alto cume da pirâmide. Notadamente quando se auto avalia que a mudança foi pra melhor. Se melhorou tudo e tanto assim, algo não vai bem na "carroça" em sua rota, semelhante a da trajetória de um caranguejo ou, equivocadamente, caminhando em marcha ré.

Salvo se a carroça estiver adiante dos burros, comprometendo a tração, que é animal. Senão vejamos: ao tempo dos aborígenes, a equipe que não tinha nem um desses PhD em gestão pública, jamais autorizara a intervenção em contas pessoais de servidores públicos sem a devida anuência destes. O atraso na folha salarial e o desespero que começa a tomar conta do governo ao se lançar na proposta de produzir informativos apócrifos são situações reveladoras de que uma luz vermelha começa a acender diante da carroça governista, em sua trajetória rumo ao dia 07 de outubro de 2012. A Câmara de Vereadores, o olhar do povo sobre o governo, teria que fiscalizar e se preocupar em saber se de fato houve algum tipo de operação bancária sem a devida autorização dos funcionários municipais.

 E qual foi o lucro ou benefício obtido pelo povo de Nobres nessa operação de pão e circo, segundo alude o informativo "improcedente", distribuído pelo atual governo, que assim tenta catapultar a má fase duradora que vive o governante, desde 1º de janeiro de 2.009 até ontem. Depois da troca de quase todos os secretários, e se ainda assim o governo não deslanchou, só restaria como alternativa a troca do mandatário maior. Mas isso é só uma questão de tempo e o eleitor, a população municipal, tem como alternativas o pegar ou largar. Ou fica como está ou muda radicalmente o que já foi mudado e não deu certo. Mas, ainda assim, vai permanecer a dúvida em relação ao conteúdo da carroça, que foi colocada em movimento no dia em que se comemoravam os 47 anos de história de Nobres.

 Na mesma toada do jabuti, a carroça segue, mansa e lentamente, em direção ao ocaso ou ao fim da linha a um governo que se traduz apenas com uma palavra, "descompromisso". A menor distância entre a vitória e a derrota não é uma reta, mas a forma com que se conduz o governo, que deve ser voltado para o povo, o que vive aqui e atravessa os buracos nas ruas, cotidianamente, sem revoltas, sem respostas e sem ter em quem acreditar mais. Uma hora não se governa bem porque o prefeito eleito "não é estudado", em outras vezes, comete-se erros em nome da inexperiência administrativa e, mais recentemente, um doutor peca mais que todos os desvalidos e desqualificados, juntos.

E o que é pior, monta uma equipe de pessoas estranhas à realidade do município e que mal conseguem definir o nome de algumas ruas, caso específico ao de um secretário que disse desconhecer a rua aonde se situavam dois buracos 'irmãos', cuja localização foi citada por este jornal. Então, estão longe da sintonia com os problemas de Nobres, descompromissados com as necessidades locais e se algo der errado, bastaria juntar as tralhas e buscar um novo eldorado.

 É preciso reconhecer, de carroça também se percorre a menor distância entre dois pontos, desde que, em direção a essa reta não se abra um buraco negro nas contas públicas e se assim ocorrer, haja cães a ladrar atrás da carroça, que está adiante dos burros. E como é tempo de equívocos, já não se cumpre mais as obrigações patronais como antigamente, quando todos ouviam aquela musiquinha de campanha: "Quero meu salário em dia, quero garantia...". E a única certeza que se tem, é a de que há uma revolta com o atual estado de coisas, onde a folha salarial anda de carroça e quilometricamente atrás dos carrões dos cantores famosos que tiveram suas contas bancárias engordadas ou recheadas em detrimento do salário do funcionalismo público municipal.

Por: Portal Nobres
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2 comentários :

Anônimo disse...

Revoltamos-nos com os vereadores que nos abandonaram,

Anônimo disse...

valeu dito bem lembrado.

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