MPE pede impugnação de candidatos em Nobres


Ana_Carolina_promotora_375x480O prefeito José Carlos da Silva (PP), candidato majoritário pela coligação "Para Nobres Continuar Crescendo" está com a situação política complicada a partir de um fundamentado pedido de impugnação apresentado pelo Ministério Público Eleitoral através da promotora eleitoral da 3ª Zona Eleitoral, Ana Carolina Rodrigues Alves Fernandes (foto).
Desde 2011 que o prefeito José Carlos da Silva impunha a todos o seu direito de atuar como gestor público e profissional da Medicina e esse trabalho vinha sendo contínuo, tanto em Nobres como em Rosário Oeste, municípios cujas sedes administrativas se separam por apenas 18 kms. Durante uma reunião intra partidária realizada pelo PR (Partido da República), em 28 de maio, passado, doutor Zé Carlos se disse desapontado e violentado pela proibição de continuar realizando cirurgias em ano eleitoral.
É exatamente esse o maior problema que enfrenta agora perante a Justiça Eleitoral, onde o Ministério Público Eleitoral pede a impugnação de sua candidatura sob a argumentação de que o candidato governista levaria vantagem sobre o concorrente em razão de não respeitar a isonomia e ao não afastar-se das funções de médico cirurgião.
Ag_Ro_2_596x480O sítio noticioso Agitos Rosário sob Fernandes Juruna, na intenção de ajudar, acaba atrapalhando o candidato ao colocar o médico como "Destaque" por realizar cirurgias em Rosário Oeste e Nobres.
Mas a promotora eleitoral Ana Carolina argumenta no pedido de impugnação que é comum o livre trânsito de pessoas dos dois municípios no ir e vir entre Rosário Oeste e Nobres. Entretanto, "com uma frequência absurda, os munícipes de Nobres vêm ser atendidos no Hospital Amparo de Rosário Oeste", assinala a representante do MPE, concluindo que esse fato se dá após a proibição de atendimento no hospital da cidade em que o prefeito José Carlos administra atualmente (Nobres).
O MPE aponta que não se registra eventual contato entre o médico/prefeito com inúmeros eleitores do município de Nobres que acorrem até Rosário Oeste, mas é semanal, o que caracterizaria evidente privilégio, "já que tem seu nome e figura difundida e massificada perante estes", no caso os eleitores, o que configuraria uso da máquina ainda que de maneira indireta, afastando a exigência de isonomia entre os candidatáveis.
O candidato majoritário Gilmarzinho da Ecoplan, da coligação "Mudar é Preciso" também enfrenta problemas com a Justiça Eleitoral por alegadas falhas na redação da ata de convenção, deixando de apor no seu conteúdo que a escolha dos convencionais recaiu em nome do pretenso candidato Sebastião Gilmar Luiz da Silva, que obteve 55 votos favoráveis e nenhum contra.
A assessoria jurídica do candidato Gilmarzinho deve recorrer da decisão do MPE no prazo de hábil de sete dias ou antes que se finde esse prazo.
Da mesma forma, o candidato José Carlos da Silva tem mesmo prazo embora as condições entre um e outro candidato sejam divergentes e dependentes do ponto de vista jurídico inserido nas respectivas pretensões da promotora eleitoral Ana Carolina Rodrigues Alves Fernandes.
Além dos candidatos majoritários, muitos são os candidatos proporcionais que enfrentam problemas para a titulação das candidaturas junto a Justiça Eleitoral.

Por: Benedito / Tribuna
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