PAINEL POLÍTICO

Estamos vivendo o momento político e o espetáculo festivo da democracia já começou. Quando chega julho, abre-se o grande painel político, lá de dentro das convenções nascem os novos políticos que juntamente com os velhos caciques e coronéis, se apresentam como postulantes a representantes do povo. Infelizmente o grande painel político que nos apresenta, faz-nos vivermos hoje um momento crítico de crise de esperança, porque os homens, depois de tantas esperanças frustradas, têm medo de nutrir novas esperanças e chegam mesmo a ter medo de votar e ser cúmplice dos atos futuros de uma pessoas que lhe apresentou como o melhor represente, parecia que tinha o pensamento igual ao seu, mas logo na primeira ação, torna-se igual aos demais.
Mas como saber escolher?
Fique olhando o grande painel da política além daquilo que lhes apresenta, pois: atrás de um número tem um nome; atrás de um nome tem um rosto que constitui a imagem, mas tudo isso não é tudo. Veja que atrás da embalagem que o marqueteiro produziu e tenta lhe passar, tem o principal: o passado do candidato.
Conhecendo a história de vida dos candidatos, você saberá quem realmente eles são. O passado desnuda e desmonta toda a falsidade da imagem produzida para confundir os eleitores nos seus papeis no teatro da vida política.
Veja o que o seu candidato pensa sobre a situação da miséria social, que está estampada por todos os lados:
1 - Por toda parte desta cidade vemos pessoas submetidas à escravidão do subemprego, qual o projeto do seu candidato sobre essa situação?
2 - Por todos os lados vemos pessoas vivendo como seres sub-humanos, deitados em papelões nas calçadas a mendigar alimentos e travestidos de "flanelinha", será que o seu candidato é sensível a isso?
3 - Nos corredores dos prontos socorros pessoas estão a sofrer e urrar por atendimentos, jogadas ao chão sobre macas, sofrendo com dores física e também a dor espiritual da humilhação por não ter com quem contar. Seu candidato pelo menos já visitou esse lugar que mais parece um hospital de guerra? Não deixe o seu candidato vir com aquele "lero-lero" já desgastado: "vamos promover uma grande reforma no pronto socorro, pois a saúde pública está doente";
4- Vemos uma geração inteira submetida ao analfabetismo ou a evasão escolar, que no futuro entrarão para a estatística, como uma geração perdida; não adianta o candidato dizer que tem um projeto de ensino integral; mas onde está esse projeto revolucionário, quanto custa, quando será implantado?
5 - Qual é o pensamento do seu candidato sobre esse péssimo extrato social espalhado por todos os bairros desta cidade: a prostituição infantil; jovens dominados pela cocaína exercendo o papel de figurantes de assaltos a mão armada. Eles foram adotados pelos traficantes pelo lado avesso da vida, e estão a lotar os presídios ou cemitérios. Saiba o que é que o seu candidato pensa sobre isso, não adianta dizer que formará uma guardas municipais de elite para segurança do povo, pois a raiz da questão não passa por ai;
Veja se esse candidato não é o mesmo que você votou na eleição passada, e que está apenas preocupado com o sucesso dele mesmo, será que ele é um político profissional, especialistas em vencer eleições.
Olha bem como o seu candidato montou suas estratégias para vencer as eleições, será que a ética passa longe da sua campanha e os seus procedimentos são assim:
1 - Será que ele tem como primeiro passo impor insegurança a seus adversários, com ataques a honra; difamação; calúnia e denúncias sem comprovação;
2 – Veja se o seu candidato, ao invés de apresentar projetos, durante a campanha finge que "rendeu" ao poderio econômico dos adversários; esperando o momento oportuno, disfarçado de morto para em seguida, desferir o golpe fatal de forma pessoal.
Pense bem, se durante a campanha ele comporta como desonesto nas suas atitudes por uma disputa democrática, com certeza não será o candidato ideal para lhe representar e administrar o recurso público da sua cidade.
Estamos vivendo na velocidade da instantaneidade, despreocupados com os resultados, as decisões estão desprovidas de consciência, estão indo para além do pensar. Mas na verdade estamos vivendo a síndrome do pensamento parado, completamente desativado, as pessoas não querem nem votar, imagine saber escolher. E diante desse torpor mental, algumas pessoas são levadas a votar em candidatos sem iniciativa e sem métodos de mudanças, aqueles que são acostumado a usurpar do poder público, e que sempre adotaram a filosofia de esperteza acumulativa e individualista.
Como mudar?
Saiba votar em candidatos que tem responsabilidade com a formação das nossas crianças, e que está comprometido com a formação reflexiva dos nossos jovens. Procure saber o que ele pensa sobre combater os segmentos maléficos as crianças e aos jovens: são doentes metais classificados como pedófobos (abusadores das crianças); são os traficantes (os abusadores dos jovens) e os corruptos (abusadores dos recursos públicos da educação e da saúde). Procure saber o que ele pensa sobre esses movimentos ativistas de comportamento psicossocial ou se pelo menos ele tem uma religião? Como é o seu comportamento familiar e qual a formação que ele dá aos filhos, pois será ele que deverá gerir a educação pública para os seus filhos. Quando não se busca ações extraordinárias para o momento de transformação social atual, o futuro será mais violento, mais duvidoso e sem sentido.
Contra a tese das lorotas dos políticos, você aplicará a antítese com a sua escolha consciente e inteligente.

Economista Wilson Carlos Fuá – É Especialista em Administração Financeira e Recursos Humanos.
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