Em Nobres, funcionalismo fará assembleia geral e decidirá sobre rumo a tomar. Greve não está descartada

Já está marcada a realização de assembleia geral dos servidores públicos municipais de Nobres e a data será o dia 16 de agosto de 2012, nas dependências da Câmara Municipal de Nobres, a partir das 18:00 horas. A pauta de deliberações está em uma convocação pública e dela consta uma importante decisão a ser tomada pela classe trabalhadora, que é a aprovação ou não de ajuizamento de Ação de Prestação de Contas contra o município e os Gestores da Previnobres para apurar irregularidades no repasse e na administração das contribuições previdenciárias. (Foto/arquivo: Lucidalva Gomes, líder sindical).

Na oportunidade, o comando sindical colocará à apreciação dos seus representados a opção pela greve por prazo indeterminado, já a partir do dia 20 de agosto em curso. Motivos é o que não faltam, segundo o comando sindical e elencam os constantes atrasos salariais, o não repasse das contribuições previdenciárias a PreviNobres, ainda que descontados em folha, isso, desde fevereiro deste ano, e mais a retenção dos valores correspondentes aos empréstimos consignados e não repassados aos agentes financeiros, o que coloca os servidores municipais sob risco de ter o nome nos cadastros de inadimplência do SPC e SERASA por conta dessas irregularidades.

O documento é assinado pela líder sindical Lucidalva Gomes e o clima entre o Executivo municipal e o funcionalismo é de descontentamento. O prefeito José Carlos da Silva não se define pela informação ao público e discrimina todo e qualquer veículo de comunicação que não lhe seja fiel. Recentemente, um jornal que circulava em Nobres parece ter abandonado o projeto por questões de alinhamento financeiro ou coisa semelhante. Mas não foi mais visto circulando por aqui.

Não busca a emissora de rádio, onde tem contrato, por sua assessoria, para esclarecer publicamente a realidade dos fatos e por que o atraso nos salários do funcionalismo. Essa indecisão vem gerando uma onda de boatos que só prejudica o governo e um deles dá conta de que somente os setores da Educação e da Saúde é que teriam recursos para pagamento da folha salarial de julho. Ainda assim, carente de complementação no montante.

E o que é pior, o prefeito não informa se ainda permanece o secretário municipal de Finanças, responsável direto por todos os bônus e ônus que porventura o governo tenha em confiança perante a opinião pública. Esse quadro atual, de desequilíbrio econômico, joga por terra a tese defendida pelo prefeito José Carlos da Silva em discurso aparatoso proferido em 29 de fevereiro deste ano, quando defendeu veementemente que as mudanças feitas foram para melhor.
Tanto pior para o funcionalismo público municipal, que experimenta um dos piores momentos dos últimos 11 anos e meio.


Por: Benedito/Tribuna de Nobres
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