Operação investiga fraude de R$ 3 bilhões em precatórios

A Polícia Federal deflagrou, na madrugada desta quarta-feira (31), a Operação Pretório, que investiga fraude de R$ 3 bilhões em pagamento de precatórios (dívida decidida pela Justiça contra Estados e municípios). 

Cerca de 200 policiais federais cumprem 64 mandados de busca em apreensão, um deles em Mato Grosso. Os outros são em Rondônia, Amazonas, São Paulo e Paraíba e Distrito Federal. 

Policiais também cumprem dois mandados de prisão. A operação teve origem a partir de investigações da Polícia Federal que convergiram na maior fraude de dívidas judiciais do Brasil. 

A estimativa é que os valores sob investigação possam chegar aos R$ 3 bilhões. 

A PF segue investigando outras inclusões irregulares de titulares nos precatórios, assim como quais seriam os seus reais beneficiários.

São cumpridos 50 mandados de busca e apreensão em Rondônia, 8 em São Paulo, 2 no Amazonas, 2 no Distrito Federal, 1 no Mato Grosso e 1 na Paraíba.

O pagamento de honorários advocatícios sobre os precatórios investigados também pode conter irregularidades, conforme a PF.

Investigações demonstraram que apenas um advogado teria recebido cerca de R$ 100 milhões de um total de aproximadamente 150 milhões, exclusivamente em honorários.

Todos os valores contidos no precatório, tanto os já pagos quanto aqueles a pagar, estão sob investigação, porque constituem cifras milionárias, dada a incidência de juros e correção monetária. E, principalmente multas exorbitantes, inflacionando os cálculos de uma forma que as investigações visam a esclarecer.

As ações são integradas pelo Superior Tribunal de Justiça e pelo Conselho Nacional de Justiça. O STJ determinou o afastamento preventivo do Juiz do Tribunal Regional do Trabalho responsável pelos precatórios sob suspeita e do Corregedor do TRT da 14ª Região, enquanto o CNJ promoveu o bloqueio dos mais de R$ 300 milhões que seriam pagos como uma das parcelas do precatório.

Ameaças


Na tentativa de evitar as investigações, os alvos da Operação Pretória ameaçaram autoridades públicas, entre eles um policial federal, um Juiz e uma servidora da Justiça que, por ter flagrado a entrega de dinheiro a um magistrado, foi ameaçado e encontra-se sob proteção policial.

Do: Midia News
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