Bancário falsifica assinaturas em cheques, ele soltou folhas no comércio de Rosário Oeste


Um homem de 30 anos, funcionário de um banco estatal em Lucas do Rio Verde, foi conduzido nesta terça-feira à Delegacia de Polícia Civil de Lucas do Rio Verde acusado dos crimes de peculato e estelionato. A polícia acredita que o golpe aplicado pelo bancário gire entre 7 a 10 mil reais.

De acordo com a polícia, o acusado encontrou um talão de cheques de um cliente e preencheu várias folhas, falsificando a assinatura de um dos titulares da conta. Ele efetuou compras em comércios de Lucas do Rio Verde e Rosário Oeste até o golpe ser descoberto. O correntista notou que alguns cheques compensados não haviam sido emitidos por ele e acionou o banco, sustando os cheques e evitando que outros viessem a ser descontados.

O delegado Marcelo Torhacs explicou que ele vai responder por peculato, por se tratar de servidor contratado pela instituição bancária de economia mista, e estelionato em série, pelos cheques repassados a diferentes comércios nas duas cidades. Numa busca realizada na residência do acusado, não foi possível recuperar as folhas não utilizadas. Porém, os investigadores encontraram uma folha de outra agência que já estava devidamente preenchida e assinada pelo investigado.

“Ele contribui com a investigação, mostrou certo arrependimento e confessou a prática dos crimes, admitindo seu erro, confirmando que havia preenchido todos aqueles cheques e falsificado a assinatura e identificando os locais que havia apresentado os cheques”, pontuou o delegado. 

O acusado preencheu cheques com valores que iam de R$ 400 a R$ 3,5 mil. Entre os produtos adquiridos uma caixa de direção para o veículo Fox, de sua propriedade, e produtos considerados supérfluos, como bebidas. Ele justificou também que precisava arrumar dinheiro para pagar dívidas com agiotas. 

Outro golpe

Durante a investigação, a polícia apurou que o acusado fraudou documento de quitação de um veículo junto a uma financeira. Ele explicou ao delegado que extraiu o código de barra de uma conta de energia e, usando recursos gráficos, anexou ao comprovante de pagamento de parcela do veículo. A financeira confiou no acusado, mas não recebeu o recurso referente a quitação da dívida de quase R$ 3 mil. 
Como não estava em situação de flagrante, o acusado não foi detido, mas vai responder ao processo pelos crimes cometidos.

Fonte: MT Agora - Expresso MT
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