Eles estão brincando de administrar e servidores protestam no Legislativo

Após a fúria com que se lançaram em campanha política, pressionando os servidores a colocarem cartazes à porta das casas, cooptando aliados com promessas, o resultado das urnas foi desastroso, causando uma das maiores rejeições que um governante já alcançou em Nobres, superando até mesmo o controvertido ex-prefeito Devair Valim nas eleições de 2.004. 

Os 1.216 votos de frente que selaram a sorte de Devair Valim em 2.004 não é nem de longe a soma dos 2.218 votos que decretaram a derrocada do governo do prefeito José Carlos da Silva nas eleições municipais deste ano, em 07 de outubro.


Não por acaso e também não deixando barato a derrota, o prefeito José Carlos da Valdinei_e_Z_C_594x480Silva e o seu chefe financeiro, o secretário de Finanças do município, Valdinei Sergio Muniz Albertoni (ambos, na foto), estão criando um estilo próprio de administrar, que vem desde janeiro de 2011 até agora, com apenas os dois como os responsáveis por tudo o que acontece no município, de certo ou de errado.

O resultado dessa dobradinha tem sido nefasto para a economia do município e nenhum dos dois vem a público ou emite nota oficial esclarecendo os fatos, inclusive como pessoas que reconhecidamente trabalharam na campanha aparecem como prestadoras de serviço ao município. Não esclarecem porque pessoas são demitidas e a elas não são pagos os seus direitos trabalhistas. Não apontam porque se estabeleceu o hábito de fechar as portas da Prefeitura de Nobres para adaptações, ao que, ninguém sabe até hoje.


Por essas e outras razões é que os servidores protestam como o fez no dia 28 de novembro de 2012, pela manhã, na sede da Câmara Municipal de Nobres, em assembleia, onde, alguns poucos demonstravam revolta e descontentamento com o quadro financeiro atual. Salários atrasados, demissões sem acertos financeiros e um volume de dívidas que beira o absurdo para um governo que deixou para realizar obras no último ano, numa tentativa clara de buscar enganar o eleitorado.


A líder sindical Lucidalva Gomes liderou o movimento com o grupo de servidores insatisfeitos e muitos são de opinião de que a greve deve continuar; já outros, querem acampar à porta do Executivo e até desejam fazer piquetes. O movimento foi acompanhado pelos vereadores Adão Valdinei, Bacalhau e Herberto Buri, mas eles não apresentaram as respostas que a classe trabalhadora queria ouvir. O clima é de muita insafistação.


Não deu certo e agora a sede do governo recebe dezenas de credores, diariamente, não bastassem os atrasos salariais que se assemelham a repetência dos fatos que marcaram a campanha política, numa das maiores pressões psicológicas já sofridas por muitos, obrigados a colocar cartazes de candidatos à porta das casas e a frequentar as reuniões políticas até que fossem vistas por um "apontador", além de uma suposta convocação feita pessoalmente por secretários e chefes de setor.


É um fim de governo dos mais desastrosos, capaz até mesmo de superar aqueles idos anos de 2.000, há doze atrás, quando os servidores públicos municipais de Nobres viveram dias de amargura por conta de um fim de mandato de amargas lembranças. Como tudo o que está ruim sempre pode piorar, o atual governo trata disso e já deseja derrubar o recorde da ineficácia administrativa, que o funcionalismo julgava enterrada no passado.


É como cantava Elis Regina: "Mas sei, que uma dor; Assim pungente; Não há de ser inutilmente; A esperança... Dança na corda bamba; De sombrinha E em cada passo
Dessa linha Pode se machucar... Azar! A esperança equilibrista Sabe que o show
De todo artista Tem que continuar...".


Por: Tribuna de Nobres
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