Golpistas trocam cartões e fazem "limpa" em conta de clientes

Mais de uma dezena de pessoas denunciaram terem sido vítimas do golpe de “troca dos cartões” em Cuiabá. 

De acordo com os relatos feitos à Polícia Civil, bandidos teriam trocado os cartões de débito de clientes do Banco do Brasil por cartões falsos e feito saques e transações financeiras com os originais. Até agora, os casos relatados ocorreram em duas agências, a da Avenida do CPA e do CPA II.

Uma das vítimas que fez a denúncia percebeu o golpe cerca de 10 minutos após sair da agência. Foi quando chegou um torpedo em seu celular informado sobre uma compra numa loja de confecções do Shopping Três Américas, no valor de R$ 300. “Então a vítima descobriu que estava com um cartão falso em mãos”, relatou um policial.

Os policiais informaram que os estelionatários têm um “estoque” de cartões falsos azuis e ouro do Banco do Brasil, o que facilita a aplicação do golpe. 

Os casos estão sendo investigados pela Delegacia de Estelionato, Defraudações e outras Fraudes, que funciona na Delegacia do Planalto. As vítimas foram orientadas pelos gerentes das agências bancárias a registrarem boletim de ocorrência para terem os prejuízos ressarcidos.

Os policiais alertam aos clientes para que peçam ajuda a somente funcionários das agências bancárias, que são devidamente identificados.

Como agem os golpistas

De acordo com as denúncias, os golpistas são homens bem vestidos, na faixa entre 35 e 45 anos de idade. Eles alegam que deixaram um extrato no caixa eletrônico, voltam para buscar e acabam conversando com o cliente que está usando o terminal.

É nesse bate-papo que a maioria das vítimas acredita ter tido seus cartões trocados.

Em alguns casos, os estelionatários se passam por funcionários da agência bancária, e circulam pelos terminais de auto-atendimento pela manhã, bem antes do expediente bancário.

Uma das vítimas relatou ter perdido o cartão após o golpista lhe entregar um folder sobre a seca do nordeste. Ela suspeita que tenha sido observada enquanto fazia o saque, de modo que o bandido conseguiu gravar sua senha. Dias depois, ele retirou R$ 1 mil da conta da vítima.

Outra vítima do golpe estava com dificuldades em ver seu saldo, então pediu ajuda a uma pessoa. O golpista a ajudou a fazer a operação e depois lhe devolveu o cartão falso, ficando com o verdadeiro.

As vítimas preferenciais são idosos, geralmente aposentados.
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