Menino vítima de abusos e espancamento tem morte cerebral


O Conselho Tutelar de Cuiabá confirmou a morte cerebral do menino J.P., que completou três anos nesta sexta-feira (11). Laudos médicos apontaram que a criança foi vítima de tortura e abuso sexual, cujas consequências ocasionaram a sua morte. Os pais dele são os únicos suspeitos dos crimes. A família mora em Tangará da Serra (a 245 km da capital).

J.P. estava internado em uma Unidade de Terapia Intensiva Neonatal do Hospital Jardim Cuiabá desde a segunda-feira (7). A morte cerebral ocorreu ontem (10), mas o corpo do menino será mantido na UTI do hospital até a família decidir se vai autorizar a doação dos órgãos para transplante. J.P. está acompanhado por um tio, que mora na mesma cidade que a família.

Os pais do menino, Luziane de Silva Rodrigues, 27, e Fernando Bruno Pereira, 20, foram presos em flagrante por tortura e estupro de vulnerável. A delegada Liliane Soares Diogo, de Tangará, indiciou os o casal por tortura qualificada, estupro de vulnerável e lesão corporal grave. O inquérito foi encaminhado à Justiça na quarta-feira (9). 
Tortura e abusos 
Luziane e Fernando chamaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) no dia 31 de dezembro, depois que J.P. teve convulsões. Aos médicos, os pais justificaram as crises dizendo que o filho tinha batido a cabeça no dia anterior após uma queda.

O garoto foi levado ao Hospital Municipal e, depois, transferido para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital e Maternidade Clínica da Criança.

Com o estado de saúde considerado gravíssimo, ele foi transferido para o Pronto-Socorro de Cuiabá ainda no dia 31. Uma das médicas que atendeu J.P., após perceber que os machucados poderiam ser resultantes de maus tratos, chamou a Polícia Militar.

Os policiais, então, entraram em contato com o conselheiro tutelar do município, Lindomar Gomes, que foi, junto com a Polícia, até a casa de Fernando e Luziane.

Os dois foram levados à Delegacia Municipal para prestar esclarecimentos. O pai disse que só falaria sobre o assunto em juízo e a mãe negou os crimes. Depois de constatado que a criança foi espancada e estuprada, o casal foi preso.

A babá de J.P., que mora na frente da casa da família, contou ao conselheiro tutelar que viu as marcas roxas no corpo da criança e que J.P. lhe disse que a mãe o machucou.

Segundo informações da Polícia Civil, Fernando e Luziane se conheceram no Maranhão. Ele foi para Tangará da Serra no início de 2012, mas Luziane continuou no estado nordestino por alguns meses. Ela foi para a cidade mato-grossense em abril do ano passado.

Transferência

Fernando foi transferido do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Tangará para uma unidade prisional de Cuiabá após ser espancado por presos que se revoltaram com a brutalidade praticada contra o filho.
Luziane permanece presa na Cadeia Feminina de Tangará da Serra.

Por: Midia News
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1 comentários :

Vanda Nunes disse...

mentira como foi que aconteceu essa pessoa que fez isso ela e uma covade e uma louca e te mais eu nao chamei chamu quem chamou foi a rosa rosedo da silva aquela louca

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