Gaeco desarticula tráfico internacional em MT e MS

Agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, deflagraram, nesta terça-feira (4), a Operação "Rota 289", de combate ao tráfico internacional de drogas. 

A atuação contou com o apoio do 3º Batalhão da Polícia Militar de Dourados (MS), da 3ª Companhia/4º Batalhão da Polícia Militar de Ponta Porã (MS) e da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso. O nome Rota 289 faz alusão à Rodovia MS-289, que liga Coronel Sapucaia a Amambai, na fronteira do Brasil com o Paraguai.

Foram cumpridos 8 mandados de prisão preventiva, sendo 5 na cidade de Coronel Sapucaia, 1 em Dourados e 2 em Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá), além de 2 mandados de busca e apreensão na cidade de Coronel Sapucaia.

Segundo o Gaeco, o monitoramento da organização começou há um ano, resultando na prisão em flagrante, por tráfico de drogas, de 15 pessoas nos Estados de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás e São Paulo, para onde eram transportadas as drogas oriundas de Coronel Sapucaia. Na ocasião, foram apreendidos 10 veículos de passeio, armas de fogo, munições e dinheiro.

Para o coordenador do Gaeco de Mato Grosso, promotor de Justiça Marco Aurélio de Castro, a atuação em conjunto de órgãos de inteligência e parceiros foi fator determinante para o êxito em retirar da sociedade uma quadrilha especializada no tráfico de entorpecentes.

Participam da operação promotores de Justiça dos Gaecos de Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, 10 policiais militares do Gaeco/MS, 12 policiais militares do 3º Batalhão da Polícia Militar de Dourados, 4 policiais militares da 3ª Companhia Independente de Polícia Militar de Amambai, além de agentes do Gaeco e militares de Mato Grosso.

A organização criminosa

As cargas de maconha apreendidas totalizaram 3.410,40 kg, todas vendidas por Santiago Gomez, que contava com o auxilio efetivo de seus familiares para a execução dos crimes de tráfico e movimentação dos valores destes decorrentes: Júnior Quadra Antunes (genro), Vanessa Martins Gomes (filha) e Adriane Martins (esposa), todos residentes em Coronel Sapucaia e presos hoje.

Além de fornecer drogas para diversos municípios de Mato Grosso do Sul, Santiago Gomes também mandava drogas para outros Estados, sendo que a maior apreensão se deu na cidade de Rondonópolis, onde, em agosto de 2012, Paulo César Fortes foi preso em flagrante por tráfico de drogas e porte ilegal de armas de fogo, de posse de 1.175 kg de maconha e 689 gramas de haxixe, além de 10,970 kg de sementes de maconha, 5.685 kg de buchas de maconha, 1 balança de precisão, 1 pistola calibre 9 mm com carregador, 1 carabina calibre .32, 1 escopeta calibre 12, 114 munições de vários calibres (9mm, .40, 38, 12, 32, 380) e R$ 3.915,65  em dinheiro.

O transporte do entorpecente era realizado pela rodovia MS-289, em automóveis e bicicletas, através das fazendas da região até Dourados, de onde seguiam de veículo para diversas regiões do país. 

Os ciclistas transportavam cerca de 50 kg de maconha cada um e viajavam à noite, o que dificultava a abordagem policial, na medida em que podiam visualizar a aproximação de veículos sem serem vistos, pois seguiam em meio às plantações.

O chefão


Mesmo recolhido à Penitenciária da Mata Grande, em Rondonópolis, Paulo César Fortes prosseguiu suas atividades criminosas, encomendando, através de telefone celular, carregamentos de drogas, que também foram apreendidos. 

Na época, para continuar praticando os crimes, ele contou com comparsas que estavam em liberdade - entre eles, Falkner de Alcânta Ribeiro, Antônio Carlos Hipólito Marques, Jair da Silva e Leandro Silva Resende.

Todos eles foram presos em flagrante e autuados no decorrer da operação.

Estão presos:

Santiago Gomes (responsável por vender as cargas de maconha), preso em Sapucaia
Júnior Quadra Antunes (genro de Santiago), preso em Sapucaia
Vanessa Martins Gomes (filha de Santiago), preso em Sapucaia
Adriane Martins (esposa de Santiago), preso em Sapucaia
Paulo César Fortes - já se encontrava preso em Rondonópolis
Evandro Pereira da Silva

Duas pessoas ainda estão foragidas


Midia News
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