Modelo sedutora procurou a Prefeitura de Cuiabá por três vezes

O inquérito da Operação Miquéias, da Polícia Federal, aponta que a modelo Luciane Hoepers, integrante da quadrilha que fraudava fundos previdenciários, tentou insistentemente cooptar investimentos do CuiabáPrev. 

Para isso, ela esteve pelo menos três vezes no Palácio Alencastro, sede da Prefeitura de Cuiabá, durante o mês de agosto de 2012, conforme revelam interceptações telefônicas feitas pela PF.

Em conversa com o doleiro Fayed Antoine Traboulsi, apontado como um dos cabeças do esquema, por exemplo, Luciane afirma que "o secretário" (não identificado) havia ligado pedindo que ela fosse conversar novamente com o prefeito de Cuiabá - na época, Chico Galindo (PTB). 

Porém, ela já estava impaciente e queria uma resposta direta, se a negociação “iria acontecer ou não”.

Até o momento, há a confirmação de que Luciane se reuniu com Galindo, com o secretário Sílvio Fidélis e com o então presidente do CuiabáPrev, Ronaldo Taveira. 

O nome do secretário não é mencionado no inquérito, porém, conforme informado por Taveira, Fidélis foi quem levou Luciane para lhe explicar o funcionamento dos fundos de investimento. 

“Ele quer marcar uma reunião com o prefeito. O que é que eu digo pro cara pra eu ser totalmente direta se vai acontecer ou não?”, pergunta Luciane a Fayed. 

“O cara quer marcar uma reunião de novo? Você fala: meu irmão, eu já fui três vezes. Se não for pra fazer, pra ficar falando, meu amigo... Eu não tô aí pra roubar, cara, eu tô levando um negócio. Três vezes! Fica, vai e volta, vai e volta, não dá pra ficar desse jeito”, aconselhou Fayed.

Conforme a ata do Conselho Curador do CuiabáPrev, Galindo sugeriu investir R$ 21 milhões nos fundos Eslovênia, Vitória-Régia e Elo, que pertencem à carteira da Invista, corretora que Luciane Hoepers representava. 

Em Mato Grosso, a quadrilha também tentou fraudar os fundos previdenciários de Várzea Grande, Primavera do Leste, Lucas do Rio Verde, Rondonópolis, Nova Canaã, Colíder, Nortelândia, Juína, Cáceres, Aripuanã e Feliz Natal. 

O prejuízo total causado pela quadrilha em todo o país é estimado em R$ 300 milhões.

Veja trecho da interceptação telefônica feita pela PF:



Por: Midia News



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