Professores reclamam de pressão; greve continua em MT

O Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público (Sintep) e a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) procuram passar realidades diferentes em relação ao movimento grevista, que deve completar dois meses de paralisação na próxima sexta-feira (11).

Enquanto o Governo do Estado alega que quase metade das escolas está em funcionamento, o Sintep diz que a informação não procede. 

O presidente do Sintep subsede Várzea Grande, Gilmar Ferreira, diz que o Governo está fazendo pressão em cima dos trabalhadores para que retornem às salas de aula. 

“Não estamos vendo nenhum esvaziamento do movimento. Há, sim, uma pressão do secretário de Administração, Francisco Faiad, que usa dos seus conhecimentos jurídicos para pressionar, mas nós ainda temos muito combustível para queimar. Essa questão de corte de salários atinge os contratados, os que estão em estágio probatório. Eles têm agentes dentro das assessorias pedagógicas e dos Cefapros para forçar os professores a trabalharem”, disse o sindicalista. 
"Não estamos vendo nenhum esvaziamento do movimento. Há, sim, uma ação do secretário de Administração, Francisco Faiad, que usa dos seus conhecimentos jurídicos para pressionar, mas nós ainda temos muito combustível para queimar"


Conforme Gilmar, em Várzea Grande, 38 escolas estaduais estão paralisadas. “A única que voltou foi a Pedro Gardés, com seis professores. Mas, quem voltou é pela perseguição por parte do G isso só tem ajudado a enfurecer ainda mais as pessoas. Tem companheiro que você poder cortar todo salário dele, mas não volta”, garantiu o líder sindical.

Conforme a assessoria de comunicação da Seduc, nesta terça-feira (8), a secretaria terá a dimensão da quantidade exata de professores em sala de aula e o número de escolas em funcionamento. 

Ainda permanece o posicionamento do governador Silval Barbosa em não negociar com os grevistas. A promessa do corte do ponto também está de pé. A folha de pagamento do mês de outubro está prevista para fechar no dia 20. 

A reportagem do MidiaNews ainda foi informada de que 45% das escolas voltaram a funcionar. 

Cerca de 65% no município de Tangará da Serra, 100% em Colíder e Colniza, além de algumas escolas de Cuiabá como a Ana Maria do Couto (CPA 2), Hélio Palma (Planalto) e Antônio Epaminondas (Lixeira). 

Calendário escolar

O calendário escolar de 2014 está comprometido com o andamento da greve. A intenção da secretaria era o de antecipar o ano letivo para fevereiro, permitindo que os alunos tivesse todo o mês de julho, durante os jogos da Copa do Mundo, de férias. 

Mesmo com algumas escolas já em funcionamento, repondo o conteúdo perdido durante a greve aos sábados, a Seduc depende do fim da paralisação para planejar o próximo ano letivo. 

Mobilizações

Com bumbos, pandeiro e apitos, os professores promoveram o Dia do Barulho em frente ao prédio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) na segunda-feira (07). A manifestação marcou o 56º dia de paralisação das atividades por melhores condições de trabalho e valorização profissional. A continuidade da greve foi deliberada na sexta-feira (4) em assembleia geral realizada na Capital.

No calendário de mobilização consta o acompanhamento do trabalho dos deputados na Assembleia Legislativa na tarde desta terça-feira (08). 

Os trabalhadores retornam ao Legislativo na quarta-feira (9) com a realização de um café da manhã. Foi deliberado na assembleia geral o indicativo de pernoitar no local caso não haja avanços nas negociações para buscar o posicionamento oficial dos deputados. 

Na quinta-feira (10), continua a atividade na Assembleia na sessão matutina. À tarde a categoria realiza assembleia geral e ato público. 

No dia 15 de outubro as rodovias federais serão fechadas simultaneamente. A ação poderá ser antecipada para o dia 11 de outubro.

Por: Midia News
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