Rede de lojas é suspeita de vender computadores roubados em Cuiabá e no Interior

Policiais civis apreenderam 81 computadores em quatro lojas da rede "Rio Móveis", na Grande Cuiabá, pertencentes a uma rede de eletroeletrônicos com sede na cidade de Colíder (650 km ao Norte da Capital). 

A suspeita é de que parte um estoque dos equipamentos seja de uma carga de 600 computadores roubadas em dezembro do ano passado, no Estado de Goiás. Os equipamentos estão avaliados em cerca de R$ 1 milhão.

A rede de lojas é alvo de cumprimento de 22 mandados de busca e apreensão, na Operação "QBex", deflagrada na manhã desta quinta-feira (6) pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública(Defaz) e Diretoria de Interior, da Polícia Judiciária Civil.

Segundo o delegado Carlos Cunha, titular da Defaz, na loja localizada no bairro CPA 2, foram apreendidos 23 notebooks e oito CPUs. Na três lojas de Várzea Grande, os policiais apreenderam 58 equipamentos. 

"Estamos apreendendo os produtos nas 23 lojas da rede no Estado e também em Colíder, onde existe o depósito central da empresa”, informou o delegado.

A denúncia foi repassada à Polícia Civil de Mato Grosso por meio da Diretoria de Inteligência, depois que a Polícia Civil de Goiás prendeu uma quadrilha e descobriu que a mercadoria estaria sendo comercializada em Mato Grosso.

O delegado acrescentou que, na Secretaria de Estado de Fazenda, existem as notas de saída, e não de entrada da mercadoria. “Como é possível vender um produto que não entrou na loja?”, questionou o policial.

Conforme a Sefaz, os computadores são fabricados na China e não há numeração de série – apenas de lote. 

A partir daí, os policiais estão apreendendo os equipamentos pertencentes ao lote.

O delegado Roger Elisandro Jarbas, adjunto da Defez, se deslocou para Colíder, onde está apreendendo os produtos no depósito central da empresa.

“Pelas informações da Sefaz, a empresa disponibilizou um estoque de 350 computadores. Não sabemos se todos foram comercializados”, explicou o delegado

As buscas são realizadas em Cuiabá, Várzea Grande e nas cidades de Lucas do Rio Verde, Nova Bandeirantes, Monte Verde, Paranaíta, Marcelândia, Itaúba, Peixoto de Azevedo, Matupá, Aripuanã, Juara, Contriguaçu, Juruena, Sorriso, Sinop, Nova Canaã do Norte e Colíder, onde fica a sede do grupo.

Carlos Cunha observou que, após a apreensão dos equipamentos, o proprietário da loja poderá ser indiciado pelo crime de receptação qualificada e também por sonegação fiscal, uma vez que não existe o pagamento de imposto dos produtos.

Outro lado

Por meio de nota, a diretoria da Rio Móveis, em Colíder, afirmou que, para a empresa, todos os equipamentos apreendidos pela Polícia Federal, durante a Operação "QBex", são de natureza legal.

"Temos as notas fiscais de compra dos equipamentos apreendidos pela Polícia Fazendária", disse a jornalista Luena Malta, assessora de Comunicação da rede.

Segundo ela, a diretoria da Rio Móveis aguarda o desfecho da investigação por parte da Polícia Civil, principalmente no que se refere aos fornecedores dos produtos.

Confira a íntegra da nota:

"A Diretoria do Grupo Rio Móveis informa que, diante dos fatos acontecidos e veiculados nas mídias e redes sociais, no que toca à suspeita de comercialização de produtos de origem ilícitas, vem a público esclarecer que todos os seus produtos foram adquiridos de forma licita, todos declarados na Receita Federal e com Notas Fiscais.

E ainda está colaborando com a investigação para que o fato seja esclarecido o mais rápido possível.

O grupo Rio Móveis esclarece que, em 34 anos de experiência no comércio varejista de móveis e eletro, pauta sempre pelo estrito cumprimento das leis da ética e da moral. E que, perante a Justiça tudo será comprovado.

Grupo Rio Móveis"


Fonte: Midia News: http://www.midianews.com.br/conteudo.php?sid=3&cid=190774
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