Polícia caça sete integrantes do Comando Vermelho de MT

Sete pessoas acusadas de integrar da facção criminosa "Comando Vermelho" de Mato Grosso continuam foragidas, apesar do grande aparato da Polícia Civil, utilizado na Operação Grená, desde a última quarta-feira (30). 

Do total, 35 estão presas, sendo que, na maior parte, os policiais cumpriram a prisão preventiva dentro das unidades prisionais ou penitenciárias de outros Estados, para onde os chefes foram transferidos.

Entre os foragidos, segundo a Polícia Civil, está Meykson Campos Oliveira, apontado como “forte liderança” dentro da Cadeia Pública do Carumbé, em Cuiabá. 

Ele foi indiciado pelo assassinato do preso Rafael Ramos de Oliveira, de 23, anos,  no dia 9 de setembro ano passado, por ter contrariado interesses da facção criminosa. Ele está em regime semiaberto.

Outro que ainda não foi localizado é Luênio César Rondon Rocha, que responde inquérito por homicídio, mas tem participação em explosão de caixas eletrônicos, segundo a Policia.

A lista se completa com Babilis Paes de Barros, Célio Jamil de Campos França, Luciano Roberto Gonçalves Lagares, Marco Antonio da Rocha Silva e Reginaldo Miranda.

Este último cumpre pena por sequestro de um empresário do ramo de supermercado, ocorrido há 11 anos. Na ocasião, a vítima ficou 92 dias num cativeiro.

Pelas contas da Polícia Civil, já são 36 presos. A última prisão ocorreu em Rondonópolis (212 km ao Sul de Cuiabá): Thaísa Souza de Almeida, esposa do líder da facção, Sandro da Silva Rabelo, o “Sandro Louco”.

Segundo o levantamento, a suspeita já estava tentando fugir depois de tomar conhecimento da operação.

De acordo com a Polícia Civil, a mulher é uma das autoras do crime de tráfico de drogas, comandado por Sandro, de dentro do presídio. 

No dia 12 de setembro de 2013, ela foi presa juntamente com outra mulher, acusada tráfico de drogas.

Mandados

Para a operação, foram expedidas 55 ordens judiciais, sendo 43 mandados de prisão preventiva e 12 buscas e apreensão. 

As ordens de prisão foram decretadas contra 31 membros da facção que estão dentro de presídios e 12 integrantes e colaboradores do CV-MT, que estão do lado de fora das cadeias, em Cuiabá e Várzea Grande. 

A operação ainda realizou buscas em 12 endereços de pessoas ligadas à organização criminosa.

Na operação, oito internos da Penitenciária Central do Estado, sendo sete ligados ao alto escalão da facção e o líder de outra facção, foram transferidos para um presídio federal no Estado do Rio Grande do Norte.

O Comando Vermelho

O Comando Vermelho de Mato Grosso tem mais de 400 membros presentes nas principais unidades prisionais do Estado e fora delas.

A facção é apontada como a principal organização criminosa que, atualmente, comanda o tráfico de drogas, roubos e furtos, e explosões de caixas eletrônicos em Mato Grosso, envolvida também em estelionatos, apologia ao crime, latrocínio e homicídios.

Nas investigações da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, há 255 membros da facção qualificados. Mas estima-se que facção tenha ultrapassado a casa de 420 membros batizados.

O CV-MT conta com membros em diversas unidades prisionais no Estado de Mato Grosso, dentre elas a Penitenciaria Central do Estado (PCE), o Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC), a penitenciaria feminina Ana Maria do Couto May, a Cadeia Pública do Capão Grande, em Várzea Grande, a penitenciária Major Eldo Sá Correia, conhecido por Mata Grande, em Rondonópolis, e a penitenciária Osvaldo F. Leite Ferreira, conhecida por “Ferrugem”, em Sinop.

Os membros estão presentes, especificamente, em raios e alas reservados aos reeducandos mais perigosos e visando a manter o controle sobre seus membros e atualizados quanto às decisões tomadas pelo comando da facção.

A facção mato-grossense nasceu no início de 2013 e funciona de forma independente do Comando Vermelho do Rio de Janeiro, criado em 1979, no presídio Cândido Mendes, na Ilha Grande (RJ), por um conjunto de presos comuns e presos políticos membros da Falange Vermelha, que lutaram contra a ditadura militar. 

O CV-MT foi criado dentro da Penitenciária Central do Estado (PCE), idealizado pelo detento Sandro da Silva Rabelo, conhecido também por “Sandro Louco”, “Bile ou Bili”, considerado um dos organizadores da facção mato-grossense, juntamente com Renato Sigarini, conhecido por “Vermelhão”, Miro Arcângelo Gonçalves de Jesus, o “Miro Louco” ou “Gentil”, e Renildo Silva Rios, conhecido por “Nego”, “Negão” ou “Liberdade”.

Fonte: Midia News
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