Investigado diz que Silval pediu R$ 7 milhões emprestados

Na decisão em que determinou a busca e apreensão no apartamento do governador Silval Barbosa (PMDB), o ministro Dias Tofolli, do Supremo Tribunal Federal (STF), cita trechos de depoimento do empresário Júnior Mendonça.

Dono da Amazônia Petróleo, Mendonça é o epicentro do suposto esquema de lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro, investigado pela Polícia Federal na Operação Ararath.

Em um depoimento, durante "delação premiada", Mendonça afirmou que foi procurado por Silval, durante a campanha eleitoral de 2010. O governador, segundo ele, lhe pediu R$ 7 milhões emprestado.

O empresário disse que, por volta do mês de setembro, o então secretário de Estado de Fazenda, Edimilson José dos Santos (atualmente na MT Fomento, autarquia do governo), lhe procurou e pediu que fossem, pessoalmente ao apartamento de Silval, em Cuiabá.
Na ocasião, o governador ainda não morava na cobertura do edifício, no Jardim das Américas.

À tarde, os três se reuniram e, na oportunidade, segundo Mendonça, Silval lhe pediu emprestado a quantia de R$ 7 milhões.

O dinheiro seria usado na campanha eleitoral de reeleição, em que enfrentava o atual prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB).
O então secretário de Fazenda, Edmilson dos Santos, que acompanhou Silval
Mendonça relatou, nos autos, que emprestou “apenas” a quantia de R$ 4 milhões, cobrando juros de 3% ao mês. 

Pagamento pulverizado
A investigação da Polícia Federal apurou que o valor foi recebido da seguinte forma: parte fracionada, mediante a emissão de vários cheques da Amazônia Petróleo, do banco Bradesco; parte em dinheiro vivo; e parte mediante pagamento de contas, aparentemente relacionada à campanha eleitoral, e empresas.

Entre os pagamentos, são citados R$ 62 mil a uma empresa de pesquisa; R$ 114 mil a uma empresa de locação de luz, e valores a gráficas. 
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