Pedro Taques reúne oposição para discutir sobre aliança com o PR

O senador Pedro Taques (PDT) comanda, na noite desta segunda-feira (12), uma reunião ampliada do bloco de seis partidos que dão sustentação à sua pré-candidatura do Governo de Mato Grosso.
Conforme o MidiaNews apurou, um dos pontos em discussão no encontro será a articulação que visa a atrair o PR do senador Blairo Maggi para a oposição.

A legenda, no entanto, não foi convidada para participar da reunião, na casa de Taques, no bairro Santa Rosa, em Cuiabá.
As discussões ficarão restritas aos partidos que já vêm negociando apoio ao projeto político-eleitoral do senador há mais tempo.

Lideranças do PDT, PPS, DEM, PV, PSB e SDD vão avaliar a entrada do PR no bloco, o que exigirá um “rearranjo” político e muita paciência.
É que haveria um pré-acordo com parte do PR liderada pelo secretário-geral do partido, deputado Emanuel Pinheiro, que garantiria ao deputado federal Wellington Fagundes a vaga de candidato ao Senado na chapa.

Esse pré-acordo, no entanto, não é reconhecido por grande parte da militância e dos aliados que já haviam fechado questão em torno do nome do senador Jayme Campos (DEM).
Candidato à reeleição, o líder democrata estaria se sentindo preterido no bloco e sendo assediado por outras siglas, como o PSD, por exemplo, para ser a "terceira via" na disputa pelo Governo.
Jayme já se definiu pela disputa à reeleição, liderando com folga todas as pesquisas de opinião pública.
Ele tem exigido que Pedro Taques cumpra com o compromisso assumido com ele, garantindo seu direito de disputar o Senado.

Sem meias palavras, Campos disse que não depende de ninguém, “muito menos de Pedro Taques”, para disputar a eleição, seja como candidato ao Senado ou ao Governo do Estado.
O PDT entende que todas essas arestas precisam ser aparadas, antes de oficializar a entrada do PR na coligação, sob pena de ocorrer uma implosão na base de Taques.

Isso seria, de certa forma, desastroso, uma vez que apenas um terço do PR deve acompanhar Emanuel Pinheiro e Wellington Fagundes. Os dois terços restantes, devem permanecer na base do Governo.

Por: Midia News
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