Grandes jogos, péssimas arbitragens

Começou bem a Copa no Brasil. Apesar da desconfiança geral, está indo tudo muito bem até agora. Os estádios estão cheios, as torcidas empolgadas e as seleções parecem mais voltadas para o ataque do que para a defesa. Nenhum zero a zero nos primeiros oito jogos é um feito a ser comemorado. E, melhor ainda, nenhum empate foi registrado. Três gols e meio por partida é a média. As arbitragens é que estão devendo. Aquele pênalti tão comentado a favor do Brasil deixou alguns adversários com a pulga atrás da orelha. A Espanha também foi beneficiada, mas não se aproveitou do pênalti mal assinalado e convertido no jogo contra a Holanda. O México teve dois gols mal anulados contra Camarões. Poderia ser líder do grupo A em vez do Brasil. Enfim, quem gosta de futebol tem visto bons jogos.
 
O melhor deles, sem dúvida, foi Holanda e Espanha. Dois gigantes em momentos diferentes. A Espanha teve um bom começo de partida, fez um a zero e poderia  
ter ampliado o placar. Mas, os sinais de que o tempo do tiki taka passou foram visíveis logo a seguir. Sjneider, Van Persie e Robben deram um show de talento, força e objetividade. Comandaram uma vitória espetacular por 5 a 1 que poderia ter sido ainda maior sobre uma Fúria envelhecida. Diante do abatimento geral dos espanhóis, o final de jogo foi constrangedor.
 
Outro jogo interessante foi a vitória da Costa Rica por três a um sobre o Uruguai. Alguns amigos não queriam dar dois reais furados para ficar noventa minutos em frente à televisão e, com certeza, se arrependeriam caso tivessem mesmo insistido na idéia. Foi o jogo mais surpreendente da Copa. Os três a um de virada revelaram um time forte, veloz, um ótimo atacante chamado Joel Campbell, e uma certa decadência celeste. Determinação e raça ainda são virtudes uruguaias, mas já não constroem mais um time vencedor. Ainda mais quando seu melhor jogador, o atacante Suárez, que se recupera de uma cirurgia no joelho, fica o tempo todo no banco de reservas. 
 
Japão e Costa do Marfim botaram velocidade na Copa. Honda fez um a zero depois do escanteio cobrado da direita. Dominou a bola ajeitando o corpo para a batida no alto. O chute saiu seco, forte e surpreendeu o goleiro Barry como um direto no queixo. No segundo tempo, depois da entrada de Drogba aos 15 minutos, Costa do Marfim acordou. Em dois cruzamentos perfeitos e bem parecidos do lateral direito Aurier, Bony e Gervinho de cabeça deram a vitória aos elefantes.
 
O grande jogo do sábado, porém, colocou frente a frente as campeãs Itália e Inglaterra no calor e umidade de Manaus. Balotelli terminou os noventa minutos bufando e praguejando contra a temperatura de 30 graus. À noite. Mas, valeu a pena o sofrimento. A Itália saiu na frente. Uma deixadinha inteligente de Pirlo abriu o caminho para Marchisio chutar rasteiro de fora da área no canto direito de Hart. Menos de três minutos depois, Rooney cruzou da esquerda para Sturridge completar de primeira. Era o empate da Inglaterra. Aos cinco minutos do segundo tempo, o grande Balotelli fez de cabeça o gol que deu os primeiros três pontos da Copa à Itália.
 
O clássico europeu de cinco títulos mundiais (Itália: 1934,38,82 e2006; Inglaterra: 1966) mostrou duas seleções tradicionalíssimas com novas características: o futebol mais solto e ofensivo da Itália, e a técnica para a troca de passes e ataques rápidos com objetividade da Inglaterra. O jogo eletrizante da Arena Amazônia enterrou a velha retranca italiana e a bola aérea inglesa. As duas seleções parecem ter um belo caminho na Copa. A Itália chegou ao Brasil como quem não quer nada e já deu o seu recado. A Inglaterra, mesmo derrotada, tem força para superar a zebra Costa Rica e o enfraquecido Uruguai.

Por: http://robertothome.com.br/site/joomla-pages-iii/category-list/271-grandes-jogos-pessimas-arbitragens.html
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