Presidente da Câmara de Nobres tem o mandato cassado como vereador

Por 9 votos, a Câmara Municipal de Nobres cassou o mandato do vereador e até então presidente da Casa, Rallide Cristiano Andrade (PDT) acusado de improbidade administrativa na condução dos trabalhos à frente da presidência. Ele foi alvo de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que após concluir os trabalhos emitiu relatório pela cassação do mandato. A sessão extraordinária foi realizada na última quinta-feira (31). O cargo de presidente do Legislativo Municipal já foi ocupado pelo vereador Joison da Costa (SD), eleito presidente para um mandato tampão de 5 meses. Na cidade são 11 vereadores.
Rallide já estava afastado da presidência definitivamente desde o dia 24 de julho por decisão tomada pela maioria dos parlamentares sob acusação de mau comportamento que não condizia com sua condição de vereador e muito menos de presidente da Casa. Ele discutia com servidores, se envolvia em brigas com outros parlamentares nas redes sociais e não vinha respeitando o Regimento Interno da Câmara Municipal de Nobres. A Comissão também constatou que ele desviou R$ 150 mil dos cofres públicos e comprou uma caminhonete Hilux em 2011.
A comissão foi presidida pelo vereador Flávio Vinicius Mayer Rondon (SD), teve como relator Acendino Mendes de Souza (PSD) e Adelian Messias (PP) na condição de membro titular. O relatório final da investigação contendo 11 itens foi aprovado quase que por unanimidade, com exceção do próprio investigado e da vereadora Zilmai Ferreira de Jesus (PP) que estavam ausentes. Rállide não compareceu à sessão para se defender.
As irregularidades apontadas no relatório serão enviadas ao Ministério Público Estadual e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). O motivo é que foi apontado gastos irregulares com a verba pública para compra uva e melão, além de 17 quilos de frango, ou seja, ele fazia compras para sua casa utilizando dinheiro da Câmara Municipal. Ele ainda atribuiu os gastos a materiais de limpeza para o Legislativo. Contudo, donos de comércio da cidade foram ouvidos pela Comissão e relataram que a esposa do pedetista que fazias as compras e adquiria comida para sua residência. O dono da loja de veículos também foi ouvido e disse que o carro foi vendido e não alugado como alegava Rallide.
Os vereadores que votaram pela cassação foram: Joel Júnior da Silva e Adelian Ferreira Messias da Silva, ambos do PP, Manoel Fermino Pinho e Odison Araújo de Souza, do DEM; Joilson da Costa (SD), Acendino Mendes de Souza e Janderley Cardoso de Melo do PSD; e ainda Flávio Rondon Mayer e Silvestre da Silva Campos, ambos do PR.
Fonte: Gazeta Digital
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1 comentários :

Anônimo disse...

se isso tudo aconteceu de verdade parabens aos vereadores,pois alem ganharem um bom salario, nao fazerem nada, e ainda desvian verba do municipio(roubam) pelo amor de Deus e o fim mesmo

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