Taques não concede reajuste e policiais ameaçam greve em MT

Antes de completar 30 dias de gestão, o governador Pedro Taques (PDT) já enfrenta sua primeira crise de relação com o serviço público.

Na segunda-feira (26) investigadores e escrivães da Polícia Civil farão, simultaneamente a partir das 14h, uma Assembleia Geral para avaliar quais medidas poderão ser tomadas diante da resistência do governo do Estado em conceder 5% de reajuste salarial.

Não está descartada a possibilidade de greve da categoria, o que afetaria drasticamente o sistema de segurança pública, considerado uma das prioridades dos 100 primeiros dias da nova gestão estadual. 

Em 2014, foi aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo então governador Silval Barbosa (PMDB) no dia 3 de julho a lei complementar 540 que trata da reestruturação da carreira dos investigadores e escrivães.

O reajuste salarial de 5% estava previsto para janeiro, porém, ao ser empossado Taques avisou aos representantes da categoria que não autorizaria o reajuste. 

“Primeiro, foi dito que não havia dinheiro em caixa. Depois, disse que estudaria a formatação da lei para apurar a legalidade. Como tudo foi feito corretamente, agora impera o discurso de falta de dinheiro em caixa, o que não aceitamos”, revelou a presidente do Sindicato dos Escrivães, Gemina Evangelista.

Conforme a sindicalista, a elaboração da lei seguiu todo o trâmite legal. “Foi elaborada pela Secretaria de Administração, Secretaria de Planejamento e estudiosos da UFMT. Na época, foi contemplada a viabilidade financeira e por isso recebeu anuência do Legislativo e Executivo”, ressalta. 

A negociação salarial e a ameaça de greve dos investigadores e escrivães da Polícia Civil é tratada com bastante cautela pela cúpula do governo do Estado. O secretário de segurança pública, Mauro Zaque, já se antecipou e marcou uma reunião às 14h30 com representantes dos sindicatos dos investigadores e escrivães para evitar qualquer possibilidade de paralisação. 

Em Mato Grosso, são aproximadamente 1,7 mil investigadores lotados na Polícia Civil e 600 escrivães em atividade e outros 150 no curso de formação.

Conforme apurado nos bastidores, investigadores e escrivães não descartam a possibilidade de greve, em meio ao que classificam de afronta aos interesses da categoria.


Fonte: Folha Max
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