Transportadores ameaçam bloquear a BR-163 por até 48 horas

O bloqueio na principal rodovia federal que liga o Nortão a Cuiabá, a BR-163, entra nesta sexta-feira (20), no terceiro dia e os organizadores estão prevendo 48 horas ininterruptas, o que deve impedir a passagem, inclusive, de carretas e caminhões que levam grãos, combustível, gás, alimentos não perecíveis, materiais para construção, roupas, móveis, entre muitos outros produtos.

Desde quarta-feira (18), os transportadores bloqueiam trechos da rodovia federal, em Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinop, principais cidades do Norte de Mato Grosso, em protesto contra o aumento do preço do óleo diesel. 

Cargas vivas, alimentos, verduras e demais produtos perecíveis continuarão passando pela rodovia, segundo os organizadores. 

Os coordenadores do movimento decidiram manter a estratégia de não barrar a passagem de carros pequenos e ônibus, que continuam trafegando normalmente. 

Os bloqueios serão em Lucas do Rio Verde (onde o manifesto iniciou), Sorriso, Nova Mutum, Sinop. Também será feito na rodovia de acesso a Tangará da Serra, no Noroeste do Estado.

Em entrevista ao site Sonotícias, de Sinop, o presidente do Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos de Sorriso e Região, Wilson Rodrigues, disse que vVão ser 48 horas sem liberar a rodovia para mostrar mais força no nosso manifesto [na quarta e na quinta-feira, havia intervalo no almoço e, à noite, era liberada a pista]. 

O objetivo, segundo ele, é parar a logística para portos [o que vai reduzir o volume de soja e demais produtos para exportação). 

"Não queremos prejudicar produtores que estão colhendo neste momento e caminhões que vão colher soja, que têm nota de produtor rural, vão passar para ir às fazendas", disse Rodrigues.

Para ele, com 48 horas diretas de paralisação, o volume de carretas e caminhões parados aumentará consideravelmente o que levará o Governo "sentir a força" do setor. 

O sindicalista calculou que, ontem, apenas no período da tarde, 2.400 caminhões/carretas estavam nas filas em Mutum, Lucas, Sorriso e Sinop.

"É muito pouca adesão. Esperamos fortalecer nosso movimento com período maior de bloqueio. Falta mais união da classe. Após dois dias, vamos avaliar quanto tempo vamos liberar o tráfego de caminhões. O Brasil inteiro está pedindo socorro. Não suportamos mais o preço alto dos combustíveis. Empresas estão operando no vermelho, caminhoneiros estão praticamente sem margem de renda com o frete", declarou.

Diesel mais caro

Os caminhoneiros e donos de empresas cobram do governo federal que o preço do óleo diesel seja reduzido. 

Com o último aumento, segundo levantamento do Sonotícias, em Sorriso, o litro do óleo diesel foi para R$ 3,05 (preço médio apontado pela ANP), mas pode ser encontrado por até R$ 3,29 em alguns postos. 

Em Sinop, varia de R$ 2,98 até R$ 3,14 de um posto para outro. Em Lucas, é vendido até R$ 3,24 e, em Nova Mutum, chega até R$ 3,31.

Os transportadores também cobram do governo estadual a desoneração do imposto de 17% para 12%. 

Como o MidiaNews informou, o secretário de Estado de Fazenda (Sefaz), Paulo Brustolin, afirmou hoje que não tem como reduzir imediatamente de 17% para 12% a alíquota de Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre o óleo diesel em Mato Grosso. 

Ele disse que o Governo faz um estudo técnico de viabilidade e impacto econômico nas contas estaduais.


Fonte: Midia News
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1 comentários :

Anônimo disse...

Como se a paralização de pouco adiantasse , teia que todos se unir , agricultor que produz e caminhoneiros que transportam pelo Brasil a fora , ai sim essa gente ia saber dar valor pra quem sustenta essa cambada , que só sabe desprezar o agriculto e caminhoneiros , que deixam suas famílias dias semanas para levar o sustento de cada um , que acha que é só ir ao supermercado , que o alimento cai do céu pronto nas prateleiras . Não dão o mínimo de respeito por quem carrega eles nas costa .Queria ver essa gente da cidade , que nem sabe pra que serve uma enxada capinar dia inteiro de baixo de sol quente , ou na boleia de um caminhão passar horas em filas pra descarregar , muitas vezes em lugares onde não tem um lugar decente para fazer sua refeição . Tem que ferrar com essa gentinha , nos ferramos juntos , mais pelo menos sabemos produzir pra nos sustentar .

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