Real encerra "freguesia" para Atlético, mas não sai do 0 a 0 no jogo de ida

Depois de três jogos e três derrotas no Vicente Calderón, o Real Madrid finalmente parou o Atlético de Madrid fora de casa. Só que ainda não venceu. No primeiro jogo do clássico que decide uma vaga na semifinal da Liga dos Campeões, Cristiano Ronaldo e companhia foram melhores, criaram chances e chegaram a acuar o time de Simeone, mas ficaram no 0 a 0 e adiaram a decisão do confronto mais quente das quartas de final.
Não perder fora, porém, significa muito para o Real, que levou um 7 a 0 do Atlético se todos os placares dos confrontos anteriores no "inferno" do Vicente Calderón fossem somados – 1 a 0 na Supercopa, 2 a 0 na Copa do Rei e 4 a 0 no Espanhol.
A pressão por um bom resultado parece ter mobilizado Cristiano Ronaldo e companhia, que jogaram empenhados, pressionando e criando oportunidades. Com transições rápidas e muito domínio do meio-campo, o Real Madrid teve chance de sair na frente do confronto e só não o fez porque o goleiro Oblak fez grande partida. O Atlético só equilibrou as ações no segundo tempo, com direito a uma pressão nos minutos finais.
No fim, nenhum dos dois lados conseguiu o que queria, mas ninguém saiu insatisfeito. O Real mostrou que pode parar o Atlético, seu pesadelo na temporada até aqui. Já o time de Simeone sabe que se fizer um golzinho na próxima quarta, no Santiago Bernabéu, força o rival a vencer, já que um empate com gols elimina os merengues.
Fases do jogo:
O Real Madrid começou o jogo disposto a acabar com o tabu recente. Se entregou no meio-campo, dominou a partida e agrediu o Atlético em todo o primeiro tempo, acuando o meio-campo do time da casa.
A pressão exigiu muito de Oblak, goleiro do time de Simeone. Foi ele quem salvou quando Bale entrou cara a cara depois de uma falha de Godín. Foi ele, de novo, quem foi buscar uma bola no cantinho após um lindo chute colocado de James Rodriguez. Foi ele, por fim, quem espalmou um chute sem ângulo, mas perigoso, de Cristiano Ronaldo.
Enquanto isso, no ataque, o Atlético não tinha nem material humano para ameaçar Casillas. Para tentar parar o Real, Gabi, Mario Suárez, Koke e Turán tiveram de recuar muito. Quando o time tinha a chance de contra-atacar, Griezmann e Mandzukic estavam isolados entre os zagueiros. Se necessário fosse, lá estavam Sergio Ramos e Varane, precisos nos desarmes e importantes no início da construção das jogadas.
Só que, apesar do cenário favorável, o Real Madrid não conseguiu converter o domínio em gols. Diante de um time aguerrido e apoiado por uma torcida inflamada, o perdão foi decisivo. Depois do intervalo, o Atlético cresceu, avançou sobre o campo e viu o estádio explodir em apoio após Mandzukic sair de campo com um corte no rosto após um choque com Sergio Ramos.
O Atlético cresceu e truncou o jogo. O Real parou de dominar e passou a ser eventualmente atacado. A consequência foi uma queda na qualidade do jogo, com os dois times arriscando menos e levando menos perigo à meta adversária.
As coisas só esquentaram de novo nos 20 minutos finais. Com o duelo equilibrado, Real Madrid e Atlético fizeram seus últimos esforços para abrirem o placar. Simeone, surpreendentemente, ousou, lançando Fernando Torres em campo e jogando o time adiante. Apesar da pressão nos minutos finais, porém, o zero não saiu do placar.
Melhor: Oblak. Goleiro do Atlético foi exigido em seis oportunidades só no primeiro tempo. Pegou um chute cara a cara com Bale e fez defesas importantes em finalizações de Cristiano Ronaldo e James, garantindo que a pressão do Real não surtiria efeito.
Pior: Benzema. Com o Real Madrid dominando o primeiro tempo a ponto de ter 70% da posse de bola e espaço para agredir, faltou capricho na definição das jogadas. O francês, nesse aspecto, foi mal. Foi nos pés dele que caiu um lindo cruzamento de Varane, mas em vez de bater ele tentou um passe e complicou a jogada. Na etapa final, ele fez igual quando recebeu dentro da área, desperdiçando novamente uma boa chance.
Chave do jogo: Meio-campo do Real Madrid. Modric, Kroos, James e Bale (este último um pouco mais adiantado) ditaram o ritmo do jogo e impuseram uma pressão tão grande que acuaram o Atlético, permitindo que Marcelo e Carvajal de juntassem à linha central. Com a bola, o time merengue atacava com quase oito jogadores.
Toque dos técnicos: O ímpeto de Marcelo e Carvajal foi decisivo para o domínio do Real no primeiro tempo. Os dois só conseguiram apoiar tanto porque o meio merengue permitiu que assim fosse, pressionando o time do Atlético e abrindo espaço em campo para os laterais.
Outros destaques:
Pressão: A torcida do Atlético fez menos barulho que de costume, mas pegou especialmente no pé de Sergio Ramos e Cristiano Ronaldo, vaiados a cada toque na bola. O zagueiro passou a sofrer mais ainda depois de ter acertado uma cotovelada em Mandzukic no começo do segundo tempo.
Xadrez: O jogo foi tão intenso e estudado que nenhum dos dois técnicos se arriscou a fazer mudanças na equipe até os 30 minutos do segundo tempo, quando finalmente Benzema foi sacado para a entrada de Isco. 
Suspensos: Mario Suárez, do Atlético, e o brasileiro Marcelo, do Real Madrid, estão fora do jogo de volta por terem recebido o terceiro cartão amarelo no jogo desta terça. 
Fonte: Esporte UOL
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