Instrutores de futebol são presos acusados de abusar de menores

Dois professores de futebol, acusados de abusar de dezenas de meninos com idades entre 12 a 17 anos, foram presos pela Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica), no último sábado (16), em Cuiabá. 

Já são sete os presos por estupro e exploração sexual de menores, desde a última semana, em Cuiabá 

Os suspeitos J.C.P., 52, e G.G., 34, conhecido por "Dedy", comandavam escolinhas de futebol nos bairros Residencial Coxipó, Itapajé e Coophema, na Capital. 

O dois tiveram mandados de prisão temporária (30 dias) cumpridos pela Polícia Civil, dentro da operação de repressão ao violência sexual contra crianças e adolescentes, em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual, celebrado nesta segunda-feira (18). 

A Polícia Civil estima que mais de 50 adolescentes podem ter sido molestados, em troca de presentes, dinheiro ou promessa de um futuro próspero no mundo futebolístico, pois as duas escolas mantinham contato com mais de 200 alunos. 

As investigações iniciaram em 2013, com denúncia de exploração sexual de crianças e adolescentes que frequentavam os treinos de futebol.

"Os dois possuíam contato diário com diversas crianças e adolescentes em razão da atividade por ambos empreendida, restando evidenciado que eles se aproveitavam da relação de proximidade com certas vítimas para constrangê-las à prática de atos libidinosos diversos"

Segundo o delegado da Deddica, Eduardo Botelho, ambos são técnicos de futebol e cada um possui seu próprio estabelecimento, sendo que J.C.P. mantinha sua escolinha no bairro Residencial Coxipó e também treinava meninos do bairro Cooplema e G.G., tinha mantinha uma escolinha no bairro Itapajé. 

"Os dois possuíam contato diário com diversas crianças e adolescentes em razão da atividade por ambos empreendida, restando evidenciado que eles se aproveitavam da relação de proximidade com certas vítimas para constrangê-las à prática de atos libidinosos diversos mediante o fornecimento de certos 'presentes' ou ainda sob falsas promessas de encaminhamento para grandes clubes de futebol localizados no Estado de São Paulo", disse o delegado. 

"Parceria"


G.G. foi aluno de J.C.P. e ambos decidiram se tornar parceiros na exploração sexual e abusos dos menores.

A primeira denúncia foi feita pela mãe de um adolescente contra J.C.P. A vítima foi submetida à realização de estudo psicossocial pela equipe multidisciplinar da Deddica e confessou ter sido molestado pelo professor. No entanto, em 20 de março 2015, a vítima foi a óbito durante uma ocorrência de roubo praticada na casa policial. 

Outros três adolescentes, todos menores de 14 anos à época dos abusos, foram localizadas e confirmaram que foram vítimas de abusos sexuais perpetrados sempre por um dos dois acusados, em troca de presentes, dinheiro, e da promessa de se tornarem famosos no mundo do futebol. 

"Além de manter a relação sexual pura e gratuitamente, eles também mantinham a relação em troca de presentes, como chuteiras e camisas"

Os menores contaram que, após os treinos, J.C.P. promovia churrasco em sua casa, no bairro Vista Alegre, onde também mantinha uma loja de fachada de artigos esportivos.

O suspeito oferecia camisetas de time às vítimas e troca de favores sexuais. 

O delegado informou que a prisão foi antecipada em razão da suspeita que os dois agressores se preparavam para fugir de Cuiabá.

"A prisão é de 30 dias e nesse intervalo serão empreendidas diligências visando a identificação da totalidade de vítimas de abuso sexual por parte dos suspeitos, número este que deve aumentar demasiadamente, visto que ambos possuem mais de 200 alunos nesta cidade", afirmou. 

Os professores responderão por crimes de estupro e exploração sexual.

"Além de manter a relação sexual pura e gratuitamente, eles também mantinham a relação em troca de presentes, como chuteiras e camisas", disse Botelho. 

Os presos estão recolhidos no Centro de Ressocialização de Cuiabá.


Fonte: Midia News
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