Professores do Estado decidem cruzar os braços no fim do mês

Professores da rede estadual de ensino decidiram, em assembleia geral realizada na tarde desta segunda-feira (23), entrar em greve a partir da próxima terça-feira (31). A reunião ocorreu na Escola Estadual Professor Nilo Povoas, em Cuiabá.

De acordo com a assessoria de imprensa do Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), os profissionais reivindicam o pagamento integral da Revisão Geral Anual (RGA), no valor de 11,27%, conforme prevê legislação estadual.

Eles também pedem a realização de concurso público e a revogação do  projeto do governo do Estado de passar para iniciativa privada a gestão de 76 unidades de ensino, por meio de parceria público-privada.

Ainda segundo a assessoria de imprensa, o sindicato ficará em assembleia geral permanente. Isso significa que caso o Executivo Estadual apresente uma contraproposta, a categoria poderá decidir por não iniciar a greve.

Estudantes que ocuparam a Escola Estadual Elmaz Gattas Monteiro, em Várzea Grande, acompanharam a assembleia geral.

Reprodução
Protesto dos professores - Sintep
Professores e estudantes realizaram passeata pelas principais avenidas de Cuiabá
Eles também são contra a PPP na Educação e pedem a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Assembleia Legislativa, para investigar supostas fraudes na Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

A Pasta foi alvo de uma operação do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) há 20 dias. A ação desarticulou um suposto esquema em 23 licitações de obras de construção e reforma de escolas públicas em diversas cidades, orçadas em R$ 56 milhões.

A rede estadual de ensino conta com mais de 40 mil profissionais. A greve deixará mais de 400 mil alunos sem aulas nas 756 unidades escolares do Estado.

Passeata

Após deliberar pela greve, mais de mil professores e estudantes realizaram uma passeata pelas principais ruas da Capital. 

Com ajuda de um carro de som, eles saíram da Escola Estadual Professores Nilo Povoas, na Rua Diogo Domingos Ferreira, bairro Bandeirantes, desceram a Avenida Coronel Escolástico, passaram pela Avenida da Prainha, Getúlio Vargas, Barão de Melgaço e agora se concentram na Praça Ipiranga.

Segundo a assessoria de imprensa do Sintep, os professores e os alunos devem permanecer na Praça até às 19h.

Outro lado

A Secretaria de Estado de Educação ainda não se manifestou sobre a greve dos professores.

Durante a cerimônia de posse de Marco Marrafon na Secretaria de Estado de Educação no início da tarde de hoje, o governador Pedro Taques (PSDB) criticou as manifestações dando conta de uma possível privatização das escolas.

“Não acreditem em mentiras, nós não privatizaremos escolas. A PPP não significa privatização. A revitalização do prédio, da estrutura física, do banheiro quebrado, da descarga quebrada, da pintura... Isso sim poderá ser gerido pela iniciativa privada. Mas a gestão disso será feita por servidores públicos. Escola tem que ser pública, essa é uma determinação minha ao secretário de Educação”, afirmou.

Fonte: Mídia News
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