
No momento em que desapareceu, o menino estava com o pai e um irmão nas margens do rio Teles Pires. A área é comumente visitada por moradores da região para lazer, especialmente durante a época de seca do rio. O trecho é bem acidentado, com pedras e quedas d'água que dificultaram o trabalho de buscas.
De acordo com a aspirante Yara Correia dos Santos, que comandou a equipe de dois mergulhadores e dois soldados deslocados para a área, o pai da criança estava com ela e mais um filho em uma das diversas piscinas naturais que se foram ao longo do leito do rio em meio às pedras. A piscina em que eles estavam tem pouco mais de 2 m² de área e é formada por uma queda d'água de aproximadamente um metro de altura. O pai, que trabalha como radialista em Sorriso, estava aproveitando o primeiro dia de férias com os filhos.
O relato que chegou ao Corpo dos Bombeiros foi de que, em determinado momento, o pai perdeu o filho de vista e imaginou que ele tivesse se afogado ou saído para explorar a mata nas margens do rio. Sem sucesso na busca, o pai acionou o socorro por volta das 10h de sexta-feira. A equipe com mergulhadores chegou por volta das 12h e iniciou as buscas, mas o caráter acidentado do terreno, a correnteza forte no trecho e a turbidez da água prejudicaram os trabalhos.
Por outro lado, a equipe percebeu que poderia haver uma fenda nas pedras do fundo da piscina natural onde o menino estava e decidiu concentrar as buscas nesta área. A hipótese era de que o menino havia se afogado, submergido e se prendido nesta suposta fenda. Para isso, porém, seria necessário interromper a queda d'água, devido à pressão e por ser o fundo estreito demais para o trabalho de um mergulhador com equipamentos.
Com auxílio de comerciantes de Sorriso, da Polícia Militar e da Prefeitura, a equipe então retornou ao local na manhã deste sábado com maquinário para desviar o curso d'água na área em questão, dando condições para verificar a fenda nas pedras, a pouco menos de dois metros de profundidade. Logo foi avistado o corpo da criança preso à fenda e a pedaços de madeira. Os trabalhos foram acompanhados pelo pai e pela mãe do menino.
Segundo a aspirante Yara Correia dos Santos, o acidente evidencia os riscos desta APA, que ainda não possui gestão apropriada ou a presença de qualquer agente público. Sem delimitação de área para banhistas, afirmou a aspirante, permanecem os riscos para a população que procura o local para lazer. A região já tem histórico de acidentes similares ao deste fim de semana, alertou a aspirante.
Do: G1 MT
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