Funcionários são presos suspeitos de propina e falsificação no Detran-MT

A Polícia Civil prendeu em flagrante nesta segunda-feira (27) o chefe da Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) de Lucas do Rio Verde, a 360  km de Cuiabá, por suspeita de crimes administrativos. Segundo a polícia, o funcionário teria terceirizado, sem autorização, o serviço de vistoria e emplacamento de veículos devido à greve dos servidores públicos e alimentar o sistema do órgão com dados falsos. Outro servidor foi preso em Nova Mutum, a 269 km de Cuiabá, na semana passada, por receber dinheiro para emitir registros ilegais.

Segundo o Departamento Nacional de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT), durante o período de greve, esses dois servidores foram procurados por proprietários de empresas de despachantes e de fabricas de placas veiculares para a prática dos crimes, em troca do recebimento de propina.

Em depoimento à polícia, o chefe da Ciretran de Lucas do Rio Verde confessou que continuou alimentando o sistema do órgão durante a greve dos servidores públicos. No entanto, segundo a polícia, a atribuição desses procedimentos é de exclusividade do Detran-MT.

De acordo com o delegado Rafael Scatolon, o chefe da Ciretran alimentava o sistema do Detran como se estivesse realizando as vistorias nos veículos, o que, segundo Scatolon, é crime. “Os dados podem não ser necessariamente falsos. No entanto, o trabalho que deveria ser realizado por ele foi feito por outras pessoas”, afirmou o delegado.

Já o outro servidor preso na sexta-feira (24) em Nova Mutum, a 269 km de Cuiabá,  é supeito de fraude na emissão do registro de veículos. Segundo a polícia, o servidor recebia entre R$ 500 e R$ 700 pelo serviço. Os esquemas foram descobertos pelo Serviço de Inteligência da Polícia Civil. Os servidores prestaram depoimento e continuam presos.
Fonte: G1 MT
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