Polícia diz que mensagens de "toque de recolher" são boatos

A Polícia Militar trata como boatos as mensagens que, desde a manhã deste sábado (11), circulam em grupos do Whatsapp anunciando “toque de recolher” em alguns bairros de Cuiabá e Várzea Grande.

Entre estas mensagens enviadas pelo aplicativo está suposta existência de comunicado em que criminosos teriam determinado comerciantes e moradores de bairros da região do Pedra 90, em Cuiabá, a fecharem seus estabelecimentos e a não sair de casa, a partir das 19 horas deste sábado.

“Foi anunciado um toque de recolher para hoje dia 11 de junho às 19 horas. Fechar todos mercado todos dentro de suas casas. Os que não obedecerem vão correr o risco de assalto e morte na rua”, diz uma das mensagens.

Inclusive, as forças, como o Bope e Rotam, trabalham intensamente desde a madrugada para garantir a segurança da população de Cuiabá e interior


Conforme a PM, as mensagens começaram a circular após a onda de temor causado na população da Região Metropolitana de Cuiabá, desde a noite desta sexta-feira (10), quando ônibus foram atacados.

Em uma publicação na página oficial do Governo do Estado no Facebook, a PM buscou acalmar a população.

“Não há qualquer tipo de comunicado desse formato. As forças de segurança estão nas ruas”, diz trecho da publicação.

“Inclusive, as forças, como o Bope e Rotam, trabalham intensamente desde a madrugada para garantir a segurança da população de Cuiabá e interior”, completou a PM.

Os ataques começaram pelo bairro Praeiro, em Cuiabá, onde um ônibus foi totalmente queimado por volta das 18h30 de sexta. Logo em seguida, novos ataques foram registrados nos bairros Pedra 90, também em Cuiabá, e Unipark, em Várzea Grande.

Com os casos de ônibus incendiados, os próprios motoristas das empresas de transporte público da região optaram por recolher todos os veículos, deixando muitos usuários sem ter como voltar paras suas casas.

A Secretaria de Segurança Pública (Sesp) confirma apenas estes três ataques. A AMTU (Associação Mato-grossense dos Transportadores Urbanos), no entanto, informou que houve uma tentativa frustrada de ataque a um veículo no bairro Jardim Florianópolis, na noite de sexta-feira.  Na manhã deste sábado, um ônibus foi atacado no bairro Novo Mato Grosso, em Várzea Grande. Porém os bandidos não conseguiram ter acesso ao tanque de combustível, onde pretendiam colocar fogo.

As casas de um agente penitenciário e um sargento da Polícia Militar também foram alvo de atentados.

Na manhã deste sábado, a Sesp revelou ter prendido dez pessoas envolvidas com o caso, em Cuiabá, e outras quatro em Primavera do Leste (244 Km de Cuiabá), onde foram queimadas uma viatura desativada da Polícia Militar  e um veículo utilitário.

Noite de sábado

O secretário de Estado da Sesp, Rogers Jarbas, além de tratar as mensagens de temos como “virais”, também declarou não ser necessários que os profissionais do transporte público da Capital e Várzea Grande interrompam o serviço.

Jarbas afirmou que a segurança pública atua com força total nas ruas da Região Metropolitana da Capital e em municípios do interior do Estado.

“Estas mensagens não são uma informação oficial. É mais um viral. Pois no momento em que as pessoas acabam ficando com temor de uma situação, gera esses virais. Não há toque de recolher ou qualquer tipo de ação criminosa planejada daqui em diante”, afirmou o secretário em entrevista ao jornal da TV Centro América, neste sábado.

“Gostaria de enfatizar a toda a população que a Segurança Pública tem atuado de forma enérgica e força total. Não é justificável que as empresas de ônibus deixem de atender os usuários, com a circulação controlada realizada pelos policiais”, completou.

O secretário ainda declarou que, para combater os ataques criminosos, todas as unidades especializadas foram mobilizadas e irão continuar durante o final de semana.

Mais de 100 viaturas percorrem as ruas e avenidas de Cuiabá e Várzea Grande, com o apoio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer). Setores de inteligência das forças de segurança também estão atuando desde o início da noite desta sexta-feira. Na sede da Sesp foi montado um gabinete de crise.

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