PSDB trabalha nomes França e Dorileo para o Alencastro

O PSDB de Cuiabá trabalha com os nomes do ex-prefeito Roberto França e do empresário João Dorileo Leal como prováveis candidatos ao Alencastro caso Mauro Mendes (PSB) não vá à reeleição ou os tucanos não cheguem a um acordo para a vice do prefeito numa eventual disputa pelo segundo mandato.

Partido que tem o governador Pedro Taques como sua principal liderança, o PSDB possui vaga assegurada numa eventual chapa encabeçada por Mauro Mendes.

O prefeito ainda não confirmou oficialmente se será candidato, mas sua decisão já está tomada: ele vai tentar um segundo mandato.

Enquanto Mendes não oficializa a decisão, o PSDB discute os únicos dois cenários à vista: candidatura própria ou a vice na chapa do atual prefeito.

“Temos o nome do [ex-prefeito] Roberto França, que se filiou ao partido. Ele tem todas as condições de ser o candidato. Tem o meu apoio, inclusive. E temos o João Dorileo Leal, que já demonstrou interesse em se candidatar em outras eleições”, disse o presidente do diretório municipal do PSDB, o ex-deputado estadual Carlos Avalone.

Temos o nome do [ex-prefeito] Roberto França, que se filiou ao partido. Ele tem todas as condições de ser o candidato. Tem o meu apoio, inclusive. E temos o João Dorileo Leal

França e Dorileo, no entanto, só entrarão na disputa caso o partido opte pela candidatura própria. “Não vejo nos dois vontade de ser candidatos a vice. Quando conversei com eles, suas palavras foram: ‘Posso colocar meu nome à disposição para ser candidato a prefeito, mas não quero discutir vice’”, relatou Avalone. “Quem quer ser candidato a prefeito não pode discutir vice”.

França foi prefeito de Cuiabá entre os anos de 1997 e 2004. Já Dorileo é proprietário do Grupo Gazeta de Comunicação e nunca ocupou cargo público.

Caso Mauro Mendes vá à reeleição e a maioria do PSDB aceite a condição de vice, o partido garante ter ao menos sete nomes com cacife para assumir o posto. “Pode pegar qualquer um dos vereadores, o [advogado] Ussiel Tavares e o [empresário] Antônio Carlos Garcia”.

A bancada tucana na Câmara de Cuiabá é formada pelos vereadores Adevair Cabral, Renivaldo Nascimento, Lueci Ramos, Maurélio Ribeiro e Ricardo Saad.

Avalone acredita que o partido pode fazer uma lista quíntupla de possíveis candidatos a vice e deixar para a escolha do prefeito. “É só estabelecer os critérios”.

Para Avalone, o importante neste momento é fazer a composição política com o PSB sem cometer erros que possam rachar o grupo político que ajudou a eleger o governador Pedro Taques em 2014. “Estou há bastante tempo na política. Lembro que uma das coisas que desmontaram nosso grupo da época foi a escolha do vice do Roberto França [então candidato à reeleição em 2000 em Cuiabá]”.

Naquele ano, aliados do então governador Dante de Oliveira tentaram emplacar o nome de Guilherme Müller, mas prevaleceu a opção por Luiz Soares.

“Aquilo foi um erro de composição, que pode ocorrer agora: ou candidatura própria, que seria um problema para a base, ou uma indicação de vice. Isso desmonta o grupo. Nesta hora a conversa é o melhor caminho”, afirmou Avalone. “A melhor composição é que esse grupo que formou a base para a eleição do governador Pedro Taques esteja unido”.

Embora não diga expressamente, o presidente do PSDB municipal quer pressa na definição de Mauro Mendes. Ele diz que, em junho do ano passado, o diretório se reuniu para discutir se o PSDB continuava na base ou se tentava um projeto próprio. Na época, dos 45 membros, 41 participaram da reunião e a tese de se manter na base venceu por maioria absoluta: 38 a 3.

“Isso faz um ano. Naquele momento, era pequeno grupo que apoiava a candidatura própria. Mas ele cresceu. Ainda continua minoritário, mas já cresceu bastante”, afirmou o dirigente tucano.

Avalone relatou ainda uma reunião, no ano passado, entre os dirigentes estaduais do PSDB e PSB, com o prefeito Mauro Mendes, na qual se concluiu que não haveria discussão sobre o apoio à reeleição e que o PSDB estava livre para discutir candidatura. “Até porque, naquele momento, o prefeito não tinha convicção de que iria para a reeleição”.

“Neste intervalo, teve a vinda do governador Pedro Taques [que se filiou em agosto de 2015], que tem um compromisso histórico com o prefeito Mauro Mendes há três eleições. A liderança do governador precisa ser respeitada e ouvida. E é isso que temos feito: temos ouvido atentos a posição do governador”.

Taques é defensor da aliança com Mauro Mendes.

Fonte: Mídia News
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