Secretário diz que greve não afetou a Segurança Pública em MT

O secretário de Estado de Segurança Pública, Rogers Jarbas, afirmou nesta segunda-feira (4) que o setor não sofreu “grandes prejuízos” com a greve de um mês dos servidores da área.

Segundo o secretário, o índice criminalidade ficou dentro da meta prevista, durante o movimento, no Estado.

“Nós não tivemos grandes prejuízos. Conseguimos um índice criminal dentro das nossas metas. Claro que  poderia ter sido melhor, mas não houve um prejuízo muito grande. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros se dedicaram demais nesse período, e a Polícia Civil vem se reconstruído. As equipes estão voltando ao trabalho, e acredito que nos próximos dias nós já teremos a situação toda contornada”, afirmou.

Nós não tivemos grandes prejuízos. Conseguimos um índice criminal dentro das nossas metas. Claro que poderia ter sido melhor, mas não houve um prejuízo muito grande

Os investigadores da Polícia Civil continuam parados. Eles realizaram uma assembleia-geral na última sexta-feira (1º) e decidiram não retornar aos postos de trabalho.

Já os delegados, escrivães, peritos criminais e agentes penitenciários encerraram o movimento.

De acordo com Rogers Jarbas, os investigadores farão uma reunião com o secretário de Gestão, Júlio Modesto, no fim da tarde desta segunda-feira, na tentativa de encontrar um consenso para pôr fim à greve.

Além da Revisão Geral Anual (RGA), os profissionais pedem o reconhecimento da carreira como de nível superior, a exigência de bacharelado em Direito para aqueles que quiserem se inscrever em concurso para o cargo de investigador, bem como a mudança da nomenclatura da carreira de  auxiliar da autoridade para analista criminal.

“Nós temos 30% dos investigadores ainda atuando. No interior, essa porcentagem é ainda maior. Mas foi pedida uma agenda dos profissionais com o secretário de Gestão. Vamos aguardar essa reunião para verificar as deliberações”, disse o secretário.

Marcus Mesquita/ MidiaNews
Cledison Gonçalves
Presidente do Sindicato dos Investigadores, Cledison Gonçalves afirma que a categoria quer garantia para encerrar movimento
RGA judicializada

O presidente do Sindicato dos Investigadores e Agentes Prisionais (Siagespoc), Cledison Gonçalves, afirmou que a categoria só vai encerrar a greve se o Governo se comprometer em resolver as reivindicações da categoria.

“A RGA, nós entendemos, é um assunto resolvido. Com a sanção da lei que fixa a forma de pagamento da reposição, não tem mais o que discutir politicamente, até porque nós  já judicializamos essa questão. O que nós queremos é que haja um diálogo com as outras reivindicações, para que possamos voltar a trabalhar com essa garantia”, disse o sindicalista.

A Lei

O texto do projeto aprovado pela Assembleia Legislativa estabelece que o pagamento da RGA se dará da seguinte forma: 2% em setembro de 2016, sobre o subsídio de maio de 2016; 2,68% em janeiro de 2017, sobre subsídio de janeiro de 2017 e 2,68% em abril de 2017, sobre o subsídio de janeiro de 2017, atingido dessa forma 7,36%.

Como incidem juros sobre juros, no final a revisão ficará em 7,54%.

A diferença para atingir os 11,28% será paga em duas parcelas, em junho e setembro de 2017, condicionada à apuração do percentual menor de 49% de Despesa Total de Pessoal em relação à Receita Corrente Líquida, respectivamente, no 1° e no 2º quadrimestre de 2017.

"Caso não ocorra a condicionante do inciso IV, quando da apuração do percentual menor de 49% de Despesa Total de Pessoal em relação à Receita Corrente Líquida dos quadrimestres seguintes, a diferença será revertida em índice de RGA até a quitação do percentual referido no caput", diz a Lei.

Fonte: Mídia News
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