Se não fez no primeiro mandato, não fará no segundo, diz Serys

A ex-senadora e pré-candidata à Prefeitura de Cuiabá, Serys Slhessarenko (PRB), afirmou que a reeleição para os cargos no Executivo não trazem bons resultados para a população.

A crítica da ex-senadora foi direcionada ao fato de o prefeito Mauro Mendes (PSB) disputar, em outubro deste ano, sua continuidade à frente do Palácio Alencastro, na Capital.

“Se no primeiro mandato o candidato não deu conta do recado ou deu conta mais ou menos, não será na reeleição que isso vai melhorar. Basta vermos o que acontece com governos de reeleição, nos últimos tempos”, afirmou.

Se no primeiro mandato o candidato não deu conta do recado ou deu conta mais ou menos, não será na reeleição que isso vai melhorar

“No primeiro mandato, até governa mais ou menos, mas com vistas a reconquistar a segunda eleição. Quando chega à reeleição, parece que dá uma morbidez, o entusiasmo se perde e as coisas andam mais devagar”, disse.

Com a crítica, Serys comemora o fato da questão do fim da reeleição para os cargos de prefeito, governador e presidente já estar em trâmite no Congresso Nacional.

Em abril, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal aprovou uma proposta de emenda à Constituição (PEC 113/2015) sobre a reforma política, que incluiu o fim da reeleição para o Executivo.

A proposta ainda será apreciada em dois turnos no Senado e, caso aprovada, volta para a Câmara, uma vez que foi alterada, para uma nova rodada de discussões.

“A reeleição já caiu. Essa é a última para o município. Se ela já caiu é porque não é boa. Se não é boa, para que reeleger alguém agora? Para que insistir e teimar?”, questionou Serys.

Além disso, a ex-senadora voltou a questionar o Governo de Mauro. De acordo com a pré-candidata, a tentativa de relacionar o perfil de bom gestor empresarial com o de bom gestor público não apresentou bons resultados.

“É uma pessoa que em seus negócios teve sucesso como gestor, mas e daí? Hoje, Esse gestor está em recuperação judicial. Essa tal de experiência de gestão não é motivo para acreditar que será um bom gestor público”, declarou.

Luta solitária

Com a convenção do PRB marcada para a próxima quinta-feira (4), a pré-candidata afirmou que ainda conversa com alguns partidos, que podem vir a apoiá-la na disputa.

No entanto, Serys declarou que irá disputar, mesmo que sem algum partido aliado.

“Não temos nada fechado com partidos. Nosso bloco vai para a rua com um, dois ou nenhum, mas vamos. A eleição deste ano será igual à de 2000, em que nós saímos sozinhos e fizemos 25 mil votos. Não levamos para o 2º turno, por 5%. Então, agora nós vamos sem medo, pois não somos filhos de pai assustado”, disse.

Serys também teceu críticas quanto aos seus adversários, que buscam a formação de grande grupo de partidos. O PMDB, com a pré-candidatura de Emanuel Pinheiro, por exemplo, afirma que já possui 12 siglas aliadas.

“Todas essas siglas vão ser enganadas, pois na hora de governar, o prefeito não vai governar com todos os partidos. Vai deixá-los de lado. Ou, vai fazer o contrário, vai chamar todos os partidos e fatiar o Governo”, declarou.

“Um Governo fatiado é tão perigoso quanto qualquer outra forma que não seja aquela legal, que não seja o de assumir um compromisso com a população antes, e cumpri depois de eleito”, disse.

Fonte: Mídia News
Share on Google Plus

Assuntos Relacionados

0 comentários :

Postar um comentário

Deixe seu Comentario