Governo demite investigador preso com produto roubado

O governador Pedro Taques (PSDB) demitiu um investigador da Polícia Civil, preso em flagrante em 2014 com produtos eletrônicos roubados de um hotel prestes a ser inaugurado em Várzea Grande.

O despacho foi assinado por Taques na quarta-feira (26) e publicado no Diário Oficial que circula nesta quinta-feira (27).

Além do investigador, foram presos pelo crime dois policiais militares e outros dois homens, com várias passagens criminais.

Os PMs e os criminosos estavam dentro do caminhão-baú carregado com os produtos roubados. Já o investigador escoltava o veículo em uma viatura.  

No interior da viatura, foi encontrada uma caixa com uma porção entorpecente e diversas munições de calibre restrito.

Todos foram indiciados por receptação, posse ilegal de munição de uso restrito, tráfico de drogas e formação de quadrilha.

Apesar de sua prisão em flagrante em 2014 e seu posterior indiciamento, apenas a partir do despacho atual do governador é que o policial deverá ter sua remuneração suspensa pelo Estado.

“Determino que o Superintendente de Legislação da Casa Civil comunique à Secretaria de Estado de Segurança Pública que a partir da publicação desta decisão no Diário Oficial do Estado de Mato Grosso suspenda o pagamento da remuneração do servidor demitido, bem como notifique pessoalmente o interessado e seu defensor para os fins previstos no artigo 284 da Lei Complementar nº 407/2010”, diz trecho do despacho.

Não há informações sobre a demissão dos militares envolvidos no crime.

O caso

Conforme a Polícia Civil, o roubo ao hotel ocorreu no dia 22 de outubro de 2014. As investigações não comprovaram se os policiais militares e o investigador participaram do assalto.

Depois do roubo, os suspeitos levaram os produtos - 50 aparelhos de televisão de LED, diversos frigobares, entre outros - para  uma residência no bairro Jardim Maringá II, região do Parque do Lago, em Várzea Grande.

No dia seguinte, policiais da Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (Rotam) receberam uma denúncia da localização da casa onde os produtos estavam.

Quando os policiais chegaram na residência, os suspeitos já haviam saído do local.

Eles foram localizados na estrada da Guarita.

Assim que foram detidos, os policiais alegaram que estava se dirigindo para a delegacia da cidade para o registro da ocorrência policial de apreensão. 

No entanto, a Corregedoria Geral de Polícia Civil concluiu em investigação que a carga estava sendo desviada pelos acusados.

"O trajeto percorrido pelo caminhão e viatura policial, especialmente o local onde foram abordados, a Estrada da Guarita, torna impossível a afirmação de que levariam os produtos para qualquer Delegacia, seja em Várzea Grande ou Cuiabá”,  esclareceu o corregedor auxiliar à época, Luiz Henrique de Oliveira.

Fonte: Mídia News
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