CPI tenta concluir investigação na AL

A CPI da Sonegação e Renúncia Fiscal da Assembleia Legislativa poderá mudar de mãos, pela sexta vez, caso os deputados não encerrem os trabalhos iniciados no primeiro trimestre de 2015 quando assumiu a atual legislatura, os 24 deputados estaduais.
Apontada por muitos empresários como um instrumento político de pressão que acabou servindo eleitoralmente na campanha deste ano, tanto que um de seus membros, o deputado estadual hoje licenciado e secretário de Estado de Cidades, Wilson Santos (PSDB), que foi líder do governador Pedro Taques (PSDB), acusou formalmente o também deputado e membro da mesma CPI e eleito prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (PMDB) de ter usado a referida comissão para proteger familiares de uma possível investigação de sonegação por parte da empresa Caramuru, o que não se confirmou até o momento, mas estaria em investigação sigilosa pelo Ministério Público Estadual.
Ocorre que durante os quase dois anos de existência da referida CPI, o que é vedado por lei e pelo próprio Regimento Interno da Assembleia Legislativa que prevê um prazo máximo de 120 dias prorrogáveis por mais 60 dias, houve muitas acusações, sem comprovação de possíveis sonegações fiscais.
Mesmo assim o presidente da CPI, deputado José Carlos do Pátio (Solidariedade) que se elegeu prefeito de Rondonópolis, insiste numa sonegação de mais de R$ 2 bilhões, principalmente por parte das Cooperativas ligadas ao agronegócio e principalmente em cima do empresário Erai Maggi, sócio da Empresa Bom Futuro e que hoje figura como o maior produtor individual de soja do mundo.
Desafeto político dos primos Erai e Blairo que impuseram uma derrota eleitoral em Rondonópolis, José Carlos do Pátio insiste em sonegação de impostos, mesmo a Organização das Cooperativas de Mato Grosso – OCB/MT apontando que as constantes avaliações realizadas pela instituição nunca comprovaram qualquer tipo de irregularidade, muito pelo contrário as cooperativas estão entre as maiorias pagadoras de impostos, o que é feito pelo CPF dos sócios.
Erai e outros agricultores são administradores da Cooamat e não é a primeira vez que são pressionados por deputados estaduais, tanto que no final da legislatura passada, no último trimestre de 2014, o então presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva, depois de derrotado nas urnas, fez as mesmas acusações contra a Cooamat e seus sócios, mas nenhuma das acusações prosperou, nem com a então CPI remetendo os dados para organismos de fiscalização como Receita Federal e Ministério Público.
Fora todo este atropelo que levou alguns empresários a reclamarem para o governador Pedro Taques (PSDB) da ação de algumas CPIs, com a posse dos novos prefeitos eleitos em 1º de janeiro de 2017, Emanuel Pinheiro (Cuiabá) e José Carlos do Pátio (Rondonópolis) e Wilson Santos afastado para ocupar a Secretaria de Estado de Cidades, caso a CPI da Renuncia e Sonegação Fiscal não tenha completado em 2 anos, ou 24 meses, ou 730 dias suas investigações, o comando da referida comissão deverá trocar de mãos e passar ou para o social democrata, Gilmar Fabris (PSD) ou para o socialista, Max Russi (PSB), além de ter novos membros indicados pelas bancadas.
Em tempo, o agronegócio de janeiro a setembro deste ano foi responsável pela comercialização de US$ 68 bilhões, valor 1% superior ao registrado em igual período do ano passado. Além destes expressivos valores, o agronegócio já representa mais de 50% do faturamento de todas as exportações do Brasil, sendo que o carro chefe é a soja e o maior comprador a China e os Tigres Asiáticos que foram visitados por uma missão brasileira chefiada pelo presidente Michel Temer e pelo ministro da agricultura, o senador por Mato Grosso, Blairo Maggi.
Fonte: Gazeta Digital
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