Goleiro da base supera xingamentos e promete beijar escudo corintiano

Goleiro diz que se comporta como um torcedor quando está debaixo das traves (foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)Embora seja carioca, com sete anos a serviço do Fluminense, o goleiro Filipe se considera “um corintiano nato”. Ele integra as categorias de base do Corinthians desde 2015 e foi vice-campeão da Copa São Paulo de Juniores de 2016 como titular, quando causou polêmica na final contra o Flamengo. Ao comemorar a defesa de um pênalti, tentando fazer média com o público do Pacaembu, cerrou os punhos e cruzou os braços – sem saber que o gesto era característico de torcedores do rival São Paulo.
“Esse dia foi muito triste. Você não sabe como é difícil ser xingado pela torcida que você ama, que admira muito. Errei, mas passou. O clube e a torcida me acolheram novamente. Um cara da Gaviões falou comigo pela internet, dizendo que eu tinha um grande futuro, que todo o mundo erra, que me apoiaria. Nunca vou me esquecer dele”, comentou Filipe.
O erro do goleiro ocorreu por influência de gestos do volante Cristian e do atacante Gabriel Vasconcelos, seu antigo companheiro na base, que também cruzaram os braços em jogos contra o São Paulo – mas com os dedos médios em riste. De qualquer forma, Filipe já sabe como reparar o vacilo na Copa São Paulo de 2017.
“O gesto que pretendo fazer agora é o de beijar o escudo do Corinthians”, sorriu Filipe. “Já fiz muita besteira. Já deu. Agora, é só beijar o escudo do clube que amo e dar a taça de campeão para a torcida. Ela pode esperar um cara que se entrega e ama o clube debaixo das traves, um verdadeiro torcedor”, acrescentou.
Filipe ainda garantiu que o seu amor pelo Corinthians não se trata de mero marketing pessoal. O novato costuma frequentar os jogos da equipe profissional em Itaquera e até os do time de futsal no ginásio do Parque São Jorge. “Sou sócio de carteirinha. Quando estou no estádio, sou mais torcedor do que jogador. Canto junto com a torcida, me entrego de corpo e alma. Uma vez, um cara da Gaviões publicou que Corinthians é Corinthians até no futebol de botão. Isso mexeu comigo. Você pode estar jogando pebolim, que haverá ali um torcedor do Corinthians para te apoiar. Isso é amor, coisa de louco mesmo”, comentou.
O goleiro sabe, contudo, que é difícil se passar por “um corintiano nato”, como se definiu. Não apenas por causa do polêmico gesto da decisão da última Copinha, mas também por ser carioca, com longa trajetória pelo Fluminense. “Muita gente não conhece esse meu lado, mas sou muito coração. Eu me identifico com uma torcida apaixonada por um clube em que você tem que dar o sangue. Corinthians é assim: paixão, o time do povo. Vou levar o clube para o resto da vida comigo”, bradou.
Para realmente aumentar o seu vínculo com o Corinthians para o resto da vida, Filipe espera contar com a paciência que não teve para aguardar chances nas categorias de base do Fluminense. Afinal, mesmo com um elenco bastante criticado, o time profissional corintiano está bem servido de goleiros – Walter chegou a barrar o campeão mundial Cássio em 2016. Além deles, o clube conta com Douglas e os pratas da casa Matheus Vidotto e Caíque França para a posição.
“Já tive a oportunidade de treinar com o Cássio, que é um ídolo, um herói, fora do normal, e com o Waltão, que fez um baita Campeonato Brasileiro. Eles me ensinaram muito, assim como o Mauri (Costa Lima, preparador de goleiros do time profissional). E ainda tem o Douglas, o Vidotto, o França… É difícil. Ninguém gosta de esperar, mas já pequei por não ter paciência e vou confiar nos planos de Deus para a minha vida. Se não trabalhar bem, a minha oportunidade vai passar e, após três, quatro anos, a carreira do Filipe já foi”, aprendeu o goleiro, apesar de apontar dois pratas da casa que deixaram o Corinthians por falta de espaço – Julio Cesar e Danilo Fernandes – como as suas maiores inspirações.
Fonte: Gazeta Esportiva
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