Emanuel: "Cunhada é escolha pessoal de presidente da Câmara"

O prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) negou ter qualquer participação na nomeação de sua cunhada, Barbara Pinheiro, para o cargo de secretária de Gestão de Pessoal na Câmara de Vereadores de Cuiabá.

Barbara ocupará cargo no Legislativo com salário de R$ 12 mil, conforme publicação no Diário de Contas que circulou na última quarta-feira (18).

Nos bastidores, a indicação foi apontada como uma espécie de “nepotismo cruzado” entre Justino e Emanuel justamente por conta da indicação ocorrer logo após o prefeito manter Júlio Cesar Paes de Barros Malheiros, irmão do vereador, no cargo de adjunto de Infraestrutura na Secretaria de Obras Públicas do Município.

A Barbara é muito competente, formada em gestão pública e preparada. Foi uma escolha pessoal dele. Nada tenho a ver com isso

“Pelo amor de Deus! Cada um tem seu CPF. Infelizmente, para a imprensa, nada tenho a ver com isso”, disse o prefeito a ser questionado sobre o assunto.

“Minha cunhada recebeu um convite do presidente da Câmara. Ela é muito competente, formada em gestão pública e preparada. Foi uma escolha pessoal dele. Nada tenho a ver com isso”, reiterou.

O prefeito disse também que optou por manter o irmão de Justino, Júlio César, como secretário, em razão do trabalho desenvolvido por ele na pasta.

“Ele já estava há três anos e meio no cargo. Foi mantido por sua capacidade. Ele tem todas as qualidades políticas e técnicas que o credenciam para o cargo”, completou.

Independência

Em entrevista ao MidiaNews, o presidente Justino Malheiros também negou “negociata” envolvendo a nomeação.

“Eu não faço negociatas. O prefeito nunca interferiu na eleição da Mesa Diretora, nem na escolha da Barbara. Nunca! Não é do perfil dele. A minha relação com o prefeito é saudável, mas totalmente independente”, afirmou.

Campanha eleitoral

Barbara Pinheiro é casada com Marco Pólo Pinheiro, conhecido como Popó, irmão de Emanuel.

Ela foi uma das personagens da campanha eleitoral, por conta de um suposto esquema de fraudes na concessão de incentivos fiscais à empresa Caramuru Alimentos S/A.

O então adversário de Emanuel na disputa eleitoral, Wilson Santos (PSDB), foi quem denunciou o suposto esquema. Em um áudio ela teria confessado o recebimento de R$ 4 milhões da empresa para ajudar no recebimento dos benefícios.

O tucano chegou a entregar uma série de documentos com supostas provas dos ilícitos à Polícia Civil. Entretanto, Emanuel e os parentes negaram as irregularidades e apontaram "truncagens" que teriam sido feitas pela campanha de Wilson no áudio.

Créditos: Mídia News
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